O ditador venezuelano Nicolás Maduro foi capturado por forças militares dos Estados Unidos na madrugada desta sexta-feira (3), em uma operação secreta de alta complexidade conduzida no Forte Tiuna, em Caracas, capital da Venezuela. A ação, nomeada “Resolução Absoluta”, foi resultado de meses de planejamento e envolveu agentes da CIA, espiões infiltrados próximos a Maduro, e a tropa de elite Delta Force, especializada em combate ao terrorismo e resgate de reféns.
Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, a inteligência americana monitorava de forma sigilosa os movimentos de Maduro, incluindo sua rotina, localização, alimentação e hábitos pessoais. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior dos EUA, afirmou que a operação foi autorizada pelo presidente Donald Trump quatro dias antes da execução. A ação foi iniciada assim que as condições climáticas se mostraram favoráveis, por volta das 2h da manhã no horário local.
Na ocasião, Maduro não estava no Palácio Miraflores, sede oficial do governo, mas sim em uma residência alternativa dentro do complexo militar do Forte Tiuna, medida adotada por razões de segurança. Tropas americanas chegaram de helicóptero, enfrentaram resistência de militares venezuelanos e avançaram pela fortaleza. Segundo Trump, Maduro e sua esposa, Cília Flores, tentaram se refugiar em um bunker, mas foram interceptados antes de conseguir trancar a entrada.
O casal foi conduzido em helicóptero até o navio de guerra USS Iwo Jima, onde Trump divulgou uma imagem de Maduro sob custódia, algemado e com proteção nos ouvidos e olhos. Posteriormente, ambos foram levados a um aeroporto militar no norte do estado de Nova York, e transferidos sob forte esquema de segurança para a cidade de Nova York.
Nicolás Maduro será julgado por um tribunal federal em Manhattan, onde enfrentará quatro acusações: conspiração para praticar narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos, uso de armas de guerra em crimes relacionados ao tráfico e conspiração armada ligada ao narcotráfico. A pena mínima prevista para o crime de narcoterrorismo é de 20 anos de prisão.
Além de Maduro e sua esposa, o Departamento de Justiça dos EUA também investiga outras figuras de alto escalão do governo venezuelano e do narcotráfico, incluindo o filho de Maduro, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e integrantes do cartel “Tren de Arágua”. A audiência de custódia está marcada para segunda-feira (5), em Nova York.
