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Delegada é presa em São Paulo por suspeita de ligação com PCC

por Fabricio Oliveira
16/01/2026 às 09:30
em POLÍCIA
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ANUNCIANTE

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) faz, nesta manhã de sexta-feira (16) a Operação Serpens, para investigar o envolvimento da delegada de polícia Layla Lima Ayub suspeita de ter envolvimento com a facção criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC). Empossada no cargo em dezembro passado, ela está presa.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e Marabá, e dois mandados de prisão temporária.

Segundo informações divulgadas pelo próprio MPSP, a delegada – que não teve o nome revelado – mantinha ligação pessoal e profissional com integrantes do PCC. Ela usava seu cargo de maneira irregular em audiências de custódia de presos da facção criminosa.

Uma delegada de Polícia recém-empossada foi presa na manhã desta sexta-feira, 16, em São Paulo, durante a deflagração da Operação Serpens, que investiga o suposto envolvimento da agente com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Identificada como Layla Lima Ayub, ela atuava como advogada criminalista com inscrição no Pará, e tomou posse como delegada em dezembro de 2025. Segundo a apuração do Ministério Público, a suspeita é de que ela tenha continuado a atuar na advocacia de forma irregular após a nomeação, inclusive em audiência de custódia na defesa de presos ligados a organizações criminosas — o que é vedado ao cargo.

Ainda conforme a investigação, há indícios de que a delegada poderia ter utilizado a função para favorecer interesses da facção, já que teria acesso a bancos de dados e informações restritas.

Operação

A Operação Serpens foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do GAECO, em conjunto com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil e o GAECO do Estado do Pará. Em nota, o MP/SP informou que a investigada mantinha “vínculo pessoal e profissional” com integrantes da facção criminosa.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá (PA), expedidos pela 2ª Vara Especializada de Crime Organizado da Capital.

A Justiça também autorizou dois mandados de prisão temporária: um contra a delegada e outro contra um investigado apontado como integrante do PCC, que estaria em livramento condicional.

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Fonte: Migalhas
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