O homem suspeito de matar a própria companheira em Marília (SP) foi encontrado morto na Penitenciária II de Álvaro de Carvalho, no interior de São Paulo, no início da noite desta segunda-feira (29). A morte de Alan Rodrigo Santana Corrêa foi confirmada pelos advogados de defesa.
Alan estava preso desde o dia 25 de dezembro, quando se apresentou à polícia, confessou o crime e indicou o local onde o corpo de Vanessa da Silva de Carvalho, de 43 anos, foi encontrado, em uma área rural do município de Vera Cruz (SP).
Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que, por volta das 21h40, policiais penais realizavam ronda preventiva quando encontraram o detento desacordado na cela que ocupava sozinho. A equipe acionou os protocolos de primeiros socorros e tentou reanimá-lo, mas ele já não apresentava sinais vitais.
O local foi isolado para os trabalhos da Polícia Técnico-Científica e a ocorrência foi registrada em boletim de ocorrência. A direção da unidade prisional instaurou procedimento interno para apurar as circunstâncias da morte.
Crime investigado
Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu no dia 23 de dezembro. Vanessa teria sido agredida pelo companheiro dentro da residência do casal e, em seguida, foi forçada a sair do imóvel. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima tentou fugir e foi perseguida pelo suspeito.
Na ocasião, Alan informou à família de Vanessa que a levaria ao hospital. Horas depois, porém, afirmou ter “feito besteira” e passou a ameaçar tirar a própria vida. Diante do desaparecimento, os familiares registraram boletim de ocorrência.
O corpo de Vanessa foi localizado dois dias depois, em 25 de dezembro, em uma área rural de Vera Cruz. No mesmo dia, o suspeito se apresentou à Central de Polícia Judiciária de Marília, confessou o crime e conduziu os policiais até o local onde a vítima estava, sendo preso em flagrante por feminicídio.
O laudo do exame necroscópico deverá apontar a causa da morte de Vanessa. O inquérito policial segue em andamento, mesmo após a morte do principal suspeito.
