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Araçatuba

Servidores da Fundação Casa entram em greve a partir de sexta-feira (4)

Em Araçatuba, são duas unidades; segundo o sindicado, os funcionários estão sem reajuste salarial desde 2015 e sem repasse de inflação desde 2019

Fundação Casa de Araçatuba

Servidores da Fundação Casa decidiram entrar em greve a partir das 7h da próxima sexta-feira (4). Araçatuba abriga duas unidades com pelo menos 160 servidores que deverão cruzar o braços. A assembleia da categoria que decidiu pela greve ocorreu no final de semana.

De acordo com o o Sitsesp (Sindicato dos Servidores Público e Empregados Celetistas nas Fundações e Entidades do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei do Estado de São Paulo), os servidores protestam, entre outros pontos, contra o aumento do convênio médico e a redução do vale-refeição.

O sindicato também afirma que os servidores estão sem reajuste salarial desde 2015 e sem repasse da inflação desde 2019.

“No entanto, houve reajustes anuais no valor do plano de saúde em negociações unilaterais sem a participação dos servidores”, observa Israel Leal de Souza, diretor de imprensa do Sitsesp.

A categoria ainda alega que há uma década não tem Plano de Cargos e Salários aplicados em suas funções e que a Fundação Casa vem reduzindo e fechando centros de internação em todo o estado e transferindo servidores para longe de casa, “separando assim, dos seus familiares gerando um custo altíssimo para estes servidores transferidos, além de outras sequelas na saúde do trabalhador”.

Além disso, um comunicado informou que o valor do vale refeição será cortado ou descontado  a partir desta terça-feira (1), nos casos de férias, afastamento por comorbidades ou compulsório, licença maternidade/adotante, atestado médico e falta injustificada, entre outros.

Em nota, a Fundação Casa informou que “é inadmissível uma categoria cogitar greve em meio à pandemia, quando nunca houve atraso de pagamento, benefícios e os empregos foram mantidos, uma situação completamente oposta à do restante da população, que sofre com uma grave crise econômica causada pela pandemia”.

Veja a íntegra da nota do Sitsesp que deliberou pela greve:

O SITSESP realizou assembleia neste dia 29 de maio, para que a categoria socioeducativa da Fundação CASA definisse os rumos da negociação salarial 2021. A Fundação CASA está irredutível em conversar com a categoria, e quando o fez, foi para retirar direitos e benefícios dos servidores.

E a categoria com 89% dos presentes na assembleia online, decidiram por uma greve histórica a partir de 04 de junho, sexta feira às 07:00hs e deliberando em manter a assembleia permanente até o julgamento do dissídio coletivo. A categoria mostrará ao governo do  Estado de São Paulo e direção da Fundação CASA que não se tira direitos e benefícios adquiridos ao longo dos  nos   custa de muitas lutas, com portarias, comunicados e acordos unilateralmente firmados.

Os servidores da Fundação CASA estão sem reajuste salarial desde 2015 e sem o repasse da inflação desde 2019,  as o plano de saúde vem ano a ano tendo reajustes em negociações unilaterais sem a participação do servidor –  Sindicato -; há uma década que a categoria não tem Plano de Cargos e Salários aplicados em suas funções; a  Fundação CASA vem reduzindo e fechando Centros de internações em todo estado e transferindo servidores para longe dos seus domicílios residenciais, separando assim, dos seus familiares gerando um custo altíssimo para estes servidores transferidos, além de outras sequelas na saúde do trabalhador.

Como se não bastasse toda humilhação e opressão que a gestão da Fundação CASA presidida interinamente pelo Secretário de Justiça Fernando José e amparada pela ditadura do governador João Dória contra os  rabalhadores, nos informaram por meio de comunicado da Divisão de Recursos Humanos que o VR – Vale  Refeição – dos trabalhadores em férias, afastados por comorbidades, afastados compulsoriamente, licença  maternidade/adotante, atestado médico, falta injustificada, perspectiva de abandono, benefício indeferido, afastado para candidatura eleitoral e suspenção disciplinar, terão seus vales cortados e, ou, descontados em folha  de pagamento. Para os créditos em 01/06, muitos desses trabalhadores não tiveram seus créditos no VR  provisionado para esta data.

Viemos pedir para que os veículos de imprensa e representantes políticos do Estado e dos Municípios, deem  atenção para esta categoria tão sofrida que cuida da socioeducação de milhares de adolescentes cumprindo medidas judiciais por todo Estado de São Paulo.

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