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Bom humor

Bem-humorada, professora toma vacina com máscara de jacaré

Professora aposentada protestou contra a fala do presidente Jair Bolsonaro, que questionou os possiveis efeitos colaterais das vacinas contra o coronavírus

Nilvete com a máscara de jacaré ao lado da filha Camila, ao tomar a vacina contra a Covid, na manhã desta terça-feira (4)

A professora aposentada Nilvete Aparecida da Silveira Bracioli, 62 anos, chamou a atenção ao chegar ao drive-thru do Terminal Rodoviário de Birigui para tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19, com uma máscara de jacaré, arrancando risos da equipe de enfermagem e dos outros idosos que estavam ao local, na manhã desta terça-feira (4).

A brincadeira foi, na verdade, um protesto bem-humorado contra a fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que, em dezembro de 2020, questionou os possíveis efeitos colaterais das vacinas contra o coronavírus.

Na ocasião, tomando o exemplo da vacina da Pfizer/BioNtec, ele disse: “Lá no contrato da Pfizer, está bem claro nós (a Pfizer) não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Se você virar um jacaré, é problema seu”, disse Bolsonaro, que questionou em várias ocasiões as vacinas e a gravidade da pandemia que já deixou mais de 400 mil mortos.

Nilvete contou que estava ansiosa para tomar a vacina, pois é obesa e bariátrica, além de idosa, e tem muito medo da doença. “Eu sempre falei que queria ser vacinada com uma máscara de jacaré, porque eu confio na ciência, confio na vacina, e quis fazer uma brincadeira”, contou. “Como eu não tenho um histórico de atleta, prefiro virar jacaré do que morrer sem ar”, completou.

A máscara foi providenciada pela filha Camila, que produziu o acessório com EVA e fez a surpresa à mãe, que estava triste por não ter encontrado uma máscara de jacaré para comprar.

Além do protesto, ela disse que quis deixar o ambiente mais leve, diante de tanto sofrimento que a Covid-19 tem causado às famílias, com internações e óbitos. “Foi uma maneira de divertir as pessoas também, todo mundo riu, o pessoal da saúde chamou os colegas para me verem, foi muito divertido”.

Ao ser vacinada, ela contou que ficou bastante emocionada. “É uma mistura de tristeza por não ter vacina ainda para todo mundo e a gente se sente privilegiada de estar ali vacinando”.

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