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Economia

Preço dos alimentos têm alta acumulada de 34,41% em 2020

Altas acumuladas nos itens da alimentação básica da população estiveram bem acima da média inflacionária do ano; o tomate e o arroz tiveram os maiores aumentos

O arroz acumula alta de 104,59% no preço, no período de dezembro de 2019 a dezembro de 2020

O preço dos alimentos acumulou uma alta de 34,41% em 2020, seguno o IEA (Instituto de Economia Agrícola), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Desde o mês de junho, ápice do acometimento da população brasileira com o novo coronavírus, as altas dos índices foram acentuadas progressivamente até o novembro. Em 12 meses, o aumento nos preços nos produtos de origem animal chegou a 37,29%, enquanto os produtos de origem vegetal subiram 33,10%, o que pressionou a inflação.

No acumulado de dezembro/2019 a dezembro/2020, todos os produtos pesquisados apresentaram reajustes positivos. O destaque são o tomate para mesa, cujo preço subiu 105,94%, e o arroz, com alta de 104,59%.

Um dos motivos para a alta de preços, segundo o IEA, é a taxa de câmbio, segundo os pesquisadores Danton Bini, Eder Pinatti e Maximiliano Miura, do IEA.

A desvalorização do real frente ao dólar impulsionou as exportações, o que provocou menor disponibilidade de matérias-primas no mercado interno, elevando os custos de produção. O milho teve alta de 57,53% e a soja, 90,24% são exemplos de insumos estratégicos que apresentaram altos reajustes no acumulado de 12 meses.

“Isso explica por quê, numa conjuntura na qual o índice geral de inflação da economia no varejo ainda se manteve dentro da meta estipulada pelo governo federal (com o fechamento do IPCA apresentando um reajuste de +4,53% no ano), houve tanto aumento ao consumidor do item Alimentação e Bebidas em +14,09% (IBGE), quanto a subida em +34,41% dos preços agropecuários em 2020”, informam os pesquisadores.

Conforme eles, as altas acumuladas nos itens da alimentação básica da população estiveram bem acima da média inflacionária do ano de 2020.

Dezembro

O mês de dezembro, no entanto, apresentou queda nos preços dos produtos agropecuários no Estado de São Paulo, com uma redução de -0,50%. Os produtos de origem animal tiveram queda de -2.95% em comparação a novembro. Já os produtos de origem vegetal, mesmo com uma evolução de altas desaceleradas durante as últimas semanas do ano, fechou o mês de dezembro com aumento de 0,43%.

“Numa conjuntura na qual o índice geral de inflação da economia no varejo ainda se manteve dentro da meta estipulada pelo governo federal (com o fechamento do IPCA apresentando um reajuste de +4,53% no ano), alguns fatores explicam tanto o aumento ao consumidor do item Alimentação e Bebidas em +14,09% (IBGE), quanto a subida em +34,41% (Tabela 1) dos preços agropecuários em 2020.

No mês de dezembro de 2020, a cultura da banana foi a que apresentou o maior reajuste de valores (alta de 28,24% em relação a novembro). A estiagem nas principais regiões produtoras (Vale do Ribeira paulista e no estado de Santa Catarina) prejudicou a evolução dos frutos, gerando perdas e menor oferta no último mês do ano.

Na sequência, os ovos se destacaram com uma alta média de 8,31% em dezembro/20. A redução do poder de compra da população brasileira com a diminuição da ajuda emergencial do governo federal de R$ 600,00 para R$ 300,00 e o aumento do desemprego elevaram a demanda pelos ovos como fonte de proteína em substituição às carnes.

Dos 19 produtos integrantes do levantamento, 12 deles apresentaram quedas no mês de dezembro/20. Dentre eles, evidenciam-se as quedas das carnes após meses de reajustes.

 

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