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INVESTIMENTO

Governo do Estado anuncia a contratação de 2.500 câmeras corporais para a PM

Um novo edital para a contratação de mais sete mil equipamentos será lançado em janeiro

O Governador João Doria anunciou nesta segunda-feira (21) a contratação de 2.500 câmeras corporais para a Polícia Militar do Estado de São Paulo. O novo sistema terá tecnologia para acionamento remoto, localização imediata por GPS, gravação ininterrupta do turno de serviço, com armazenamento do conteúdo em nuvem e transmissão das imagens em tempo real para centrais específicas, como o Centro de Operações da PM (COPOM), garantindo assim o acompanhamento instantâneo das ações policiais em diferentes regiões do Estado e a sincronização dos fatos com as evidências gravadas.

“É a mais moderna e atual tecnologia do mundo disponível aqui para a Polícia Militar do Estado de São Paulo, que vai permitir o acompanhamento instantâneo das ações dos policiais em qualquer região do Estado. Com isso, melhoramos a qualidade do atendimento das ações de pronta resposta da polícia, garantindo transparência, maior proteção à população e também a convicção de que estaremos, com isso, atendendo a maioria expressiva dos bons policiais que estarão utilizando as suas câmeras corporais para defender vidas”, afirmou Doria.

A expectativa é que as novas câmeras entrem em operação já no primeiro trimestre de 2021. O contrato de prestação de serviço terá duração prevista de 30 meses e a estimativa é que o Governo do Estado invista cerca de R$ 1,2 milhão ao mês na operação e gestão completa do sistema. Já no início do próximo ano, será lançado um novo edital para a contratação de mais sete mil bodycams. A meta do governo paulista é alcançar a marca de 10 mil câmeras corporais em operação até o fim de 2021.

Com capacidade para captar som e imagem, as novas câmeras corporais contribuem decisivamente para fortalecer a produção de provas judiciais durante as mais diversas atividades policiais. Paralelamente, as imagens também têm a função de garantir os direitos individuais dos cidadãos e preservar a atuação dos policiais, garantindo mais transparência e legitimidade às ações.

Atualmente, a Polícia Militar do Estado de São Paulo já conta com 585 câmeras portáteis em operação. Essas unidades foram obtidas em parceira com a iniciativa privada e estão em uso desde agosto deste ano nas regiões central e sul da capital paulista. Neste período, mais de 240 mil vídeos foram registrados pelas bodycams, incluindo abordagens, salvamentos, entre outros.

“A segurança continua avançando no Estado de São Paulo. Temos os melhores indicadores do Brasil, fruto das operações que têm trazido bons resultados, graças aos nossos policiais que estão na ponta da linha executando os serviços”, disse o Coronel Álvaro Batista Camilo, secretário executivo da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Como funciona

As câmeras portáteis são acopladas aos uniformes dos policiais militares e gravam automaticamente todas as atividades policiais durante o turno de serviço. Ou seja, todas as abordagens, fiscalizações, buscas, varreduras, acidentes e demais interações com o público são registradas independentemente da ação policial. Os dados são transmitidos em tempo real por meio de live streaming ou armazenados na nuvem para serem acessados remotamente por autoridades de segurança e judiciais sempre que necessário.

O recurso do posicionamento global por satélite (GPS) traz um ganho tanto para a produção de provas, uma vez que agiliza a sincronização das evidências com os fatos, como para a segurança dos policiais. Com o equipamento acoplado ao corpo, o policial pode ter sua posição facilmente rastreada e informada com exatidão aos demais colegas em serviço em situação na qual ele precise de apoio.

Experiência internacional

Há sete anos, a PM de São Paulo desenvolve estudos para o uso das câmeras corporais durante o patrulhamento. A partir de 2016, a corporação passou a promover testes com a tecnologia, além de intercâmbios com forças de segurança de Nova Iorque, Los Angeles, Londres, Chile e Alemanha. A troca de experiências com instituições internacionais contribuiu para a definição dos protocolos de uso e da metodologia de implementação do sistema em São Paulo.

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