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PF prende seis pessoas em nova fase da “Operação farra”, deflagrada em Jales

Foto: Divulgação

A Polícia Federal prendeu seis pessoas na manhã desta terça-feira (20) durante a Operação Zaram, um desdobramento da Operação Farra do Tesouro, deflagrada em 2018 em Jales (SP).

A ação investiga crimes de fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa na construção de casas populares em Jales.

Dentre os presos estão um sócio de uma empresa de construção e o filho dele (moradores de Urânia), um outro sócio da empresa e que é ex-secretário de Obras em Jales, um ex-vereador de Jales, um empresário de Jales e um empresário, morador de Lins.

Quarenta policiais federais cumpriram seis mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Jales, Urânia e Lins (SP).

A PF investiga pagamentos suspeitos superiores a R$ 9 milhões, que foram feitos pela Prefeitura de Jales a uma construtora entre os anos de 2012 a 2019 durante a construção de um conjunto habitacional no município.

A PF descobriu, durante as investigações da Operação Farra no Tesouro em 2018, que um empresário e ex-vereador de Jales estava recebendo os valores destinados ao pagamento da construção de casas populares, mesmo não sendo formalmente sócio da empresa que venceu a licitação.

Os cheques emitidos pela prefeitura para pagamento da obra eram descontados pelo empresário, que fazia a distribuição dos valores recebidos mediante depósitos bancários em sua própria conta e nas contas relacionadas a outros investigados.

A obra do conjunto habitacional, segundo a PF, era orçada inicialmente em R$ 6 milhões, mas foram pagos os R$ 9 milhões no decorrer da construção.

A PF também constatou que a empresa vencedora da licitação não tinha sede própria ou veículos registrados em seu nome e havia apenas três funcionários formalmente registrados, sendo um deles filho de um dos sócios.

Nos últimos dias, a PF recebeu informações indicando que a empresa e o empresário preso podem ter vencido licitações e agido da mesma forma em obras públicas nas cidades de Dirce Reis, Santa Fé do Sul, Mirassol e Cordeirópolis (SP). A polícia ainda vai investigar essas licitações.

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