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Mulher que atirou no irmão também acertou a nádega do pai, em Araçatuba

A administradora de empresas de 38 anos que acertou um tiro no pé do irmão, um comerciante de 40 anos, também acertou outro tiro na nádega do pai, um empresário de 64 anos, na noite deste sábado, no bairro Traitú, zona sul de Araçatuba. Ela foi presa em flagrante e disse que havia atirado apenas para intimidar os familiares para que saíssem de sua casa após uma discussão, e não tinha a intenção de acertar ninguém.

A reportagem do Regional Press apurou que o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) recebeu um chamado com a informação de que ouviram tiros em uma chácara na rua Ernesto Nazaret, no bairro Traitu. Uma equipe foi até o local, onde um ajudante geral de 35 anos, que mora no bairro Guanabara, atendeu os policiais e disse que por alí não tinha acontecido nada, e que ele também tinha ouvido tiros, mas seria em outro local.

Em seguida os policiais conversaram com a moradora, a administradora de 38 anos. Ela também negou que tivesse ocorrido disparos de arma de fogo no local e disse aos policiais que os tiros teriam sido ouvidos em um campo de futebol. Ao ser questionada sobre o que estava acontecendo pelo local, ela acabou confessando que havia pego um revólver do seu pai e efetuado disparos contra familiares, durante uma discussão.

A mulher alegou que não havia acertado ninguém. Ela continuou sendo questionada sobre os fatos e acabou admitindo que poderia ter acertado o pé de seu irmão. Em vistoria ao local, os policiais encontraram três cápsulas deflagradas no chão, além de marcas de tiros em uma parede.

Os policiais localizaram e apreenderam um revólver Taurus, calibre 22, oxidado, coronha de madrepérola, cano de 8 polegadas, desmuniciado, que estava sobre um armário da cozinha, bem como um saco plástico contendo 35 munições intactas de calibre 22 e um coldre com 8 munições intactas de calibre 22.

Ao ser indagada se havia mais armas na casa, ela indicou seu quarto, onde, sobre o guarda-roupas,foi encontrado um revólver Taurus, calibre 38, oxidado, coronha de madeira, cano de 4 polegadas, bem como 1 munição de calibre 22 intactas e 2 munições de calibre 22 deflagradas. A mulher explicou aos policiais que as duas armas pertencem ao seu pai, e que ambas possuem registro.

Tiro na nádega

Ao chegarem para apresentar a ocorrência no plantão policial, os PMs ficaram sabendo que o pai da acusada havia passado por lá dizendo que havia sido baleado na região da nádega, e foi orientado a ir primeiro ao pronto-socorro. Ele confirmou ter sido atingido por um disparo e, com relação aos registros das armas, disse que sua ex-mulher ateou fogo nos mesmos, tendo, contudo, exibido uma foto em seu telefone celular de ambos os registros em seu nome, expedidos pelo Ministério do Exército.

Tiro no pé

O irmão da acusada contou que chegou no local dos fatos para buscar o pai, quando acabou discutindo com a irmã e foi agredido com socos. O pai segurou a filha para acabar com as agressões. Depois ela entrou na casa e voltou com uma arma, gritou para todos irem embora, disparou no chão e acertou o pé do declarante, e todos correram do local.

O pai da acusada disse que enquanto corria sentiu o tiro atingindo a sua nádega. Ele acredita que a bala ricocheteou e o atingiu. Os dois tiveram ferimentos leves e não quiseram representar criminalmente contra a acusada.

A mulher explicou que um dia antes, a pedido de sua mãe, pegou o revolver calibre .22, que estava na casa de seus pais e escondeu na chácara onde está residindo, isso sem o consentimento de seu pai, proprietário da arma. Em relação aos fatos, confirma que agrediu seu irmão e que pediu para ele ir embora, mas ele não foi.

Diante disso, de posse do revolver calibre .32 que estava escondendo em lugar que só ela sabia, pediu para todos irem embora, efetuo três disparos, um no chão, que acabou acertando o pé de seu irmão, contudo não tinha intenção de machucá-lo, outro no muro dos fundos e mais um no chão.

Não tinha intenção de acertar ninguém, e sim que todos fossem embora. Ela ficou presa em flagrante à disposição da Justiça.

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