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POLÍTICA

Arlindo chama Almir de “tonto” e “pilantra”, após fala sobre leishmaniose

Arlindo e Almir participaram da sessão desta segunda por videoconferência; o emedebista, que é veterinário, não gostou do que o colega falou sobre tratamento contra leishmaniose em cães; tucano não respondeu - Foto: Angelo Cardoso/Câmara de Araçatuba

O tratamento da leishmaniose visceral foi tema de mais um embate entre os vereadores Dr. Almir (PSDB) e Arlindo Araújo (MDB), que chamou o colega de pilantra, tonto e mal-intencionado durante a 27ª sessão ordinária da Câmara de Araçatuba, realizada na noite desta segunda-feira (14).

Tudo começou quando Almir usou o pequeno expediente para falar dos três anos de seu projeto de lei que dispõe sobre o tratamento da leishmaniose e disse que, antes, os animais contaminados eram submetidos ao sacrifício.

“A lei de minha autoria que permite o tratamento da leishmaniose visceral completa três anos e os animais não são mais sentenciados à morte. Vários municípios entram em contato com a gente para pedir a cópia da lei”, afirmou.

Araújo, que é médico veterinário e já tinha discutido este assunto com o colega em outra ocasião, reagiu à fala de Almir. “Infelizmente, este assunto é recorrente na Casa, de forma desagradável, inclusive. É muito chato ter que voltar a esse assunto. Mas é bom esclarecer algumas coisas que foram colocadas pelo vereador Almir”, disse.

O médico veterinário lembrou que, em 2001, havia uma determinação do Conselho Federal de Medicina Veterinária que os animais fossem sacrificados e que era proibido que os médicos veterinários fizessem o tratamento contra a leishmaniose.

“Há três anos, foi liberada a droga Milteforan pelo Ministério da Saúde e o Conselho de Medicina Veterinária autorizou o tratamento dos animais com uma série de requisitos e exigências”, esclareceu. “Com a lei do Almir ou sem a lei dele, qualquer cachorro pode ser tratado no Brasil. A lei dele e nada é a mesma coisa, o tratamento já estava liberado. E esta história de que os veterinários sacrificavam o cachorro era uma determinação legal”, acrescentou.

Para Arlindo, a fala de Almir pode trazer confusão na cabeça das pessoas e disparou: “Quem presta atenção no que ele fala, vai achar que o vereador Almir é tonto, não, ele é cara de pau, sem-vergonha, mal-intencionado. Ele quer se aparecer porque este ano tem eleição. E vem com essa história de novo e isso tira a minha paciência. Não entrem na conversa desse pilantra, porque isso é pilantragem, isso é tentar enganar os outros”, disse Arlindo.

O emedebista ainda disse que gostaria que Almir e ele estivessem no plenário, mas os dois participaram da sessão por videoconferência, em suas residências. “Não gostou do que eu falei? Vai amanhã cedo lá na frente da Câmara que eu vou te falar pessoalmente. Seu tonto, pilantra dos infernos”, encerrou Araújo.

Almir não respondeu ao ataque do colega durante a sessão. Procurado pela reportagem, disse que não iria comentar o caso. “Não disse ontem na sessão, para que iria dizer agora?”, respondeu.

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