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Policial penal da penitenciária de Andradina morre de covid-19

Ele é a primeira vítima da doença entre os servidores do sistema prisional da região Oeste de São Paulo

Valdemir Manoel, 56 anos, faleceu nessa quinta-feira (21), em Ribeirão Preto, onde estava internado

O policial penal Valdemir Manoel, 56 anos, da Penitenciária de Andradina, é a primeira vítima da covid-19 da região Oeste de São Paulo entre os servidores do sistema prisional. Ele faleceu na noite dessa quinta-feira (21), em um hospital de Ribeirão Preto. Em todo o Estado, 11 servidores que atuam em centros de detenção e penitenciárias morreram por causa da doença.

Manoel, que completaria 57 anos em agosto, deixa esposa e filhos. O Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo) emitiu uma nota de pesar nesta sexta-feira (22). “A direção do sindicato expressa seu pesar e condolências aos familiares e parentes, e de coloca à disposição da família para o que for preciso neste momento”.

Na região de Araçatuba, há quatro casos confirmados de covid-19 entre os servidores do sistema prisional paulista, sendo dois em Andradina; um em Lavínia e um em Mirandópolis, segundo o Sifuspesp. Em todo o Estado, são 143 casos confirmados, dos quais 11 faleceram, e 79 suspeitos que aguardam resultado de exame, de acordo com dados atualizados diariamente pelo sindicato.

AÇÕES

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que segue as determinações do Centro de Contingência do coronavírus e avalia permanente o direcionamento de ações para o enfrentamento do problema.

Segundo a pasta, todo servidor com suspeita de diagnóstico do covid-19 está devidamente afastado sob medidas de isolamento em sua residência, conforme orientações do Comitê de Contingência do coronavírus e a Secretaria acompanha seu quadro clínico, fornecendo todo o suporte necessário para sua recuperação.

“Os servidores em contato com pacientes infectados devem usar mecanismos de proteção padrão, como máscaras e luvas descartáveis”, informou a pasta. O Sifuspesp, no entanto, pede a realização em massa de testes para o diagnóstico da doença.

DETENTOS

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Entre os detentos, há 50 casos confirmados, 90 suspeitos e 12 óbitos no território paulista, de acordo com o sindicato. No entanto, o Estado não informa em que unidades prisionais estão os infectados e mortos pelo novo coronavírus.

A SAP informou que, além das medidas de higiene e distanciamento preconizados pelos órgãos de saúde, foram suspensas as atividades coletivas; realizada a busca ativa para casos similares ao covid-19; a limpeza das áreas foi intensificada; a entrada de qualquer pessoa alheia ao corpo funcional foi restringida; foi determinada a quarentena para os presos que entram no sistema prisional e realizado o monitoramento dos grupos de risco”, informou a pasta.

Ainda segundo a SAP, foi feita a aquisição de termômetros infra vermelho e de oxímetro digital portátil; a ampliação na distribuição de produtos de higiene, álcool em gel e sabonete e distribuição de EPIs como máscaras. Os horários no refeitório foram alternados e as filas respeitam a distância de 1,5 metro entre os detentos.

Nos casos suspeitos entre os presos, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, o paciente é isolado e a Vigilância Epidemiológica local é contatada. Se confirmado o diagnóstico, além de continuar seguindo os procedimentos indicados, o preso será mantido em isolamento na enfermaria durante todo o período de tratamento e, em caso de agravamento dos sintomas, encaminhado para atendimento hospitalar.

 

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