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reviravolta

Três suspeitos no caso da morte de advogado são soltos. Casal confessa e fica detido

Três dos cincos suspeitos que estavam presos temporariamente acusados de participação na morte e esquartejamento do advogado e músico Ronaldo César Capelari, 53 anos, tiveram a prisão temporária revogada e foram soltos no final da tarde desta quinta-feira.

Laís Lorena Crepaldi, 24, locatária da edícula onde o corpo foi encontrado, e o namorado dela, Jonathan de Andrade Nascimento, 21, confessaram o crime e ficaram detidos.

Após encontro do corpo do advogado, que estava esquartejado e escondido em três sacos plásticos no banheiro da edícula, a polícia conseguiu identificar a locatária.

Ela ficou sabendo que a polícia estava a sua procura e se apresentou na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) na quarta-feira (13), apresentando uma versão fantasiosa, segundo o delegado Antônio Paulo Natal.

Laís Lorena continua presa

A moça disse que havia alugado a edícula mas há um mês não ia no local. Ela alegou que a porta estava aberta e ela nem sabia o que tinha ocorrido na casa. No entanto, o delegado não acreditou na versão e, após interrogatório, Laís Lorena acabou apresentando uma segunda versão.

Disse que conhecia o advogado e serviu como isca, chamando-o para ir até o local. Ela teria saído e deixado a porta aberta, e os três amigos ficaram esperando o advogado no interior da edícula para cometer o assalto. Diante da afirmação da moça a polícia foi atrás e deteve os três acusados por ela de participação no crime.

Eles tiveram a prisão temporária decretada e durante depoimento, um deles ficou calado. O outro disse que chegou a ser convidado para participar do assalto contra o advogado mas recusou. O terceiro suspeito negou participação.

Ao realizar mais diligências e confrontar os depoimentos a polícia desconfiou que havia uma outra pessoa envolvida. Laís Lorena acabou confessando ser o namorado dela, Jonathan de Andrade Nascimento, que mora no bairro Umuarama.

Jonathan de Andrade Nascimento

O rapaz foi detido e após seu interrogatório a polícia voltou a confrontar as versões, chegando a conclusão de que a moça havia mentido para tentar proteger seu namorado, e por isso acusou os três rapazes que ela conhecia no bairro.

Diante das evidências a DIG pediu a revogação da prisão dos três rapazes apontados inicialmente por Laís Lorena como seus supostos comparsas. A revogação foi concedida pela Justiça e por volta das 19h eles foram soltos. Laís Lorena e Nascimentos ficaram detidos.

O delegado Antônio Paulo Natal vai dar uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (17) para informar oficialmente o desfecho do caso. A reportagem do Regional Press apurou que Laís Lorena e Nascimento acabaram confessando que foram os dois que participaram do crime, sendo que Nascimento foi o responsável por esquartejar o advogado.

Ele foi atraído até a casa e assim que chegou foi golpeado com uma martelada na cabeça. Desmaiou, retomou os sentidos e tentou reagir, levando outro golpe que o fez ficar novamente desacordado. Depois foi ferido a facadas. O corpo foi esquartejado no banheiro da edícula, onde foram encontrados os sacos com as partes acondicionadas.

Laís Lorena será encaminhada à unidade prisional em Dracena e Nascimento para Pereira Barreto.

Capelari saiu de sua casa em um condomínio de alto padrão, localizado próximo ao trevo de acesso ao aeroporto, na noite de segunda-feira, por volta de 19h30, dizendo que iria para uma academia no bairro Ipanema, onde fazia natação. Ele não chegou a entrar no local e a última visualização de mensagem em seu celular foi às 20h14. A família não teve mais contato com ele e na manhã de terça-feira registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento.

Poucos minutos depois um sitiante informou à Polícia Militar que havia uma caminhonete S-10 branca, abandonada em uma estrada de terra nos fundos do bairro Água Branca, na zona rural pertencente ao município de Birigui.

Policiais militares fizeram diligências e localizaram o veículo, que era do advogado. No interior havia o chinelo do advogado sujo de sangue e uma pedra de concreto com um fio amarrado ao seu redor.

Durante a tarde a Polícia Militar apurou que a caminhonete, cujas imagens haviam sido divulgadas pela imprensa, havia pernoitado na residência alugada por Laís Lorena Crepaldi, no bairro Água Branca, zona leste de Araçatuba. O veículo estava com uma lateral amassada, e a casa da mulher apresentava parte do muro quebrado, devido à colisão da caminhonete.

A noite a PM chegou a abordar dois rapazes e uma moça, que seriam suspeitos, mas eles foram ouvidos e liberados. O imóvel onde a caminhonete havia pernoitado estava aberto e os policiais entraram, e encontraram no banheiro os três sacos com as partes do corpo do advogado, exceto as mãos. No local foram apreendidas facas e uma serra.

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