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SAÚDE PÚBLICA

Araçatuba tem 11 casos confirmados de sarampo

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Araçatuba registrou quatro casos de sarampo em novembro. Com as novas confirmações, o município, que vive um surto da doença, já soma 11 casos este ano, segundo a última atualização da Vigilância Epidemiológica, divulgada nesta sexta-feira (8).

Os últimos pacientes que contraíram a doença são um menino de seis anos, morador no São José; um menino de dois anos, residente no Umuarama; uma mulher de 25 anos, que reside no Alvorada; e uma mulher de 53 anos que mora no Iporã.

Os casos de sarampo na cidade foram confirmados por meio de exames no Laboratório Adolfo Lutz. Após as confirmações, a equipe da Atenção Básica é acionada e faz o bloqueio nas imediações das residências dos doentes.

O bloqueio consiste em aplicar a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, em todos os moradores das proximidades, para evitar a propagação do vírus da doença.

O primeiro caso de sarampo em Araçatuba foi importado e confirmado no dia dois de agosto, em um rapaz de 20 anos, natural de Santos, que visitou familiares em Araçatuba nas férias de julho.

Dos 11 casos confirmados na cidade, três são em pacientes com idades entre seis meses e 53 anos de idade, que moram no Jardim TV, dois no São José, e um no Icaraí, Parque Industrial, Atlântico, Umuarama, Alvorada e Iporã. (Veja abaixo a relação dos pacientes e suas respectivas idades e bairros)

O sarampo é uma doença altamente contagiosa que estava erradicada no País, mas, desde o ano passado, casos voltaram a aparecer em algumas regiões. Inicialmente, o surto aconteceu nos estados de Amazonas e Roraima. No estado de São Paulo, os casos passam dos 8,6 mil, com 14 óbitos.

DADOS DO SARAMPO EM ARAÇATUBA

N°CASOS    SEXO      IDADE              BAIRRO

1                       F           18 anos              Icaray
2                       M          29 anos              Parque Industrial
3                       M          12 anos              Atlântico
4                       F           01 ano               Jardim TV
5                       F           02 anos             Jardim TV
6                       F           6 meses            Jardim TV
7                       F           01 ano               São José
8                       M          6 anos               São José
9                       M          02 anos             Umuarama
10                     F           25 anos             Alvorada

11                     F           53 anos              Iporã

Fonte: Vigilância Epidemiológica

 

QUEM DEVE TOMAR A VACINA?

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Araçatuba tem vacina em todas as Unidades Básicas de Saúde. Quem não tem certeza se já tomou a vacina, ou não tem a carteirinha vacinal, deve procurar uma unidade de Saúde.

A Secretaria de Estado da Saúde orienta os pais e responsáveis a imunizar as crianças de seis meses a menores de um ano com a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola.

A estratégia foi definida com o Ministério da Saúde, para prevenir o público infantil, considerando a vulnerabilidade de casos graves e óbitos nessa faixa etária, que representa cerca de 13% do total de casos registrados no Estado de São Paulo.

A aplicação da chamada “dose zero” visa proteger as crianças e não será contabilizada no calendário nacional de vacinação da criança, ou seja, os pais ou responsáveis também deverão levar as crianças aos postos para receber a tríplice viral aos 12 meses e também aos 15 meses, para aplicação do reforço com a tetraviral, que protege também contra a varicela.

Após a aplicação da “dose zero”, é preciso aguardar pelo menos 30 dias para aplicação da tríplice aos 12 meses, como prevê o calendário.

CAMPANHA

Entre 18 e 30 de novembro, acontecerá a segunda fase da campanha de vacinação contra o sarampo, desta vez, focada em jovens de 20 a 29 anos. Esse grupo poderá receber a dose da tríplice ou da dupla viral (sarampo e rubéola), conforme a indicação do profissional de saúde.

A primeira fase ocorreu entre os dias 7 e 25 de outubro e imunizou cerca de 400 mil crianças na faixa de 6 meses a menores de cinco anos de idade.

A vacina é contraindicada também para pessoas imunodeprimidas e gestantes. Pessoas nascidas antes de 1960, na sua maioria, já tiveram a doença na infância e possuem imunidade (proteção) por toda a vida, não necessitando ser vacinadas, conforme diretriz do Ministério da Saúde.

As pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada devem procurar um posto, com a carteira vacinal em mãos, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de aplicação, que ocorrerá de forma “seletiva”, ou seja, apenas em quem tiver alguma pendência.

Veja abaixo quem deve ser imunizado:

Crianças com 1 ano: devem tomar a 1ª dose regular;
Crianças com 1 ano e 3 meses: devem tomar a 2ª dose regular;
Pessoas de 1 a 29 anos: devem ter tomado duas doses de vacina.
Adultos de 30 a 59 anos: devem ter tomado pelo menos uma dose.

 

SINTOMAS VÃO DESDE FEBRE A MANCHAS AVERMELHADAS NA PELE 

Os sintomas do sarampo são febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e mal-estar intenso. Logo depois, manchas avermelhadas começam a aparecer no rosto e progridem para os pés.
Se perceber algum dos sintomas, a pessoa deve utilizar máscara higiênica para proteção e evitar circular em locais de grande fluxo de pessoas. A vacina é a melhor forma de evitar a doença, que pode ser grave, especialmente se o paciente estiver debilitado.

O sarampo é uma doença potencialmente grave. Em gestantes, pode provocar aborto ou parto prematuro. Em casos de complicação da doença, pode deixar sequelas como otites, infecções respiratórias, doenças neurológicas, surdez, cegueira, retardo de crescimento e redução da capacidade mental.

 

 


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HOMENAGEM

Francisco Ferreira Batista completa cem anos

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O centenário pratica academia três vezes por semana e diz que o segredo da longevidade é não fumar, não usar drogas e tomar uma taça de vinho antes das refeições - Foto: Assessoria de Imprensa do Siran

Nesta terça-feira (19), Francisco Ferreira Batista completa 100 anos de vida. Cuidadoso com a saúde e disciplinado, ele frequenta a academia três vezes por semana. Lúcido, tem memória invejável para nomes, datas, valores e números em geral. Ativo, dirigiu o carro até janeiro deste ano, quando a CNH (Carteira Nacional de Trânsito) expirou e ele acabou sendo convencido pelo médico e pela família a não a renovar. É um dos associados mais longevos do Siran (Sindicato Rural de Alta Noroeste), sendo filiado desde 1987.

Terceiro dos nove filhos dos imigrantes portugueses José Ferreira Batista (que dá nome a uma das principais avenidas de Araçatuba) e Joaquina de Jesus, nasceu no bairro rural Córrego do Campo, em Coroados (SP), quando o município ainda era distrito de Birigui. Após uma geada dizimar a lavoura de café da propriedade, mudou-se para Araçatuba com a família quando ainda era criança, em 1925. Dos oito irmãos, cinco são vivos.

A família de Francisco Ferreira Batista veio de Coroados para Araçatuba em 1925: “Todas as ruas eram de terra”, conta

Começou a trabalhar cedo. Primeiramente, na máquina de beneficiamento de arroz e no moinho de fubá que o pai montou em Araçatuba. Depois de passar três anos por um curso introdutório de contador, foi auxiliar contábil de Braulino Quintilhano, office boy de Clóvis de Arruda Campos, auxiliar administrativo na padaria Menezes, e chegou a atuar de forma autônoma com clientes de escritas fiscais.

Em 1953, em sociedade com o cunhado Luiz Prando, abriu a Fábrica de Ladrilhos de Araçatuba (também era uma loja de materiais de construção), que ficava na rua Bandeirantes, 31. Fechou a empresa em 1980.

RELAÇÃO COM O CAMPO

Paralelamente às atividades profissionais, ajudava o pai a administrar as suas duas fazendas de gado, uma em Araçatuba e outra em Braúna. Com o falecimento de José Ferreira Baptista, em 1978, a de Braúna foi vendida e a de Araçatuba, repartida entre os filhos. Nos poucos mais de 30 alqueires que herdou e mantém até hoje, criou gado e depois arrendou.

Antes disso, havia comprado um sítio em Coroados, onde produzia lenha e a fornecia para uma fábrica de óleo local chamada Biol. Vendeu a propriedade e adquiriu outra no mesmo município, na qual mantinha vacas de leite.

Aconselhado por amigos a filiar-se ao Siran, avalia positivamente a inciativa. “O sindicato me ajuda muito. Sempre busco na entidade informações do setor, orientação, e utilizo os serviços, principalmente o de contabilidade e a dentista. Só tenho a agradecer o Siran por tudo o que fez e tem feito por mim e pela agropecuária, de forma geral”.

MUITA HISTÓRIA PARA CONTAR

Em um século de vida, Francisco acompanhou importantes fatos da história do Brasil, como o Estado Novo, a 2ª Guerra Mundial, transferência da capital federal para Brasília, a Coluna Prestes, a Ditadura Militar, a redemocratização etc.

E impressiona a facilidade com que ele se lembra de fatos longínquos, como a chegada da família a Araçatuba. “Em 1925, todas as ruas eram de terra. A primeira asfaltada, muito tempo depois, foi no entorno da praça Rui Barbosa. Comparado a Coroados, aqui tinha muitas casas e isso chamou muito a minha atenção”, conta.

Marcaram a sua memória o café queimado pelos produtores, entre as décadas de 1920 e 1930, para reduzir o estoque ocasionado por uma superprodução, e assim aumentar o preço do produto; o racionamento de combustível e açúcar durante a 2ª Grande Guerra; e a introdução do nelore na pecuária nacional.

“Antes, o gado era mestiço e muito suscetível a moscas e carrapatos. Com a chegada do nelore, que é mais rústico, a pecuária mudou muito e ficou muito melhor”.

Casou-se em 1955 com Maria Furlan Ferreira Batista, falecida em 1994, e com ela teve dois filhos: Edson e Deise. Há 25 anos, conta com a atenção e o apoio da cuidadora Maria Eraídes de Oliveira Trindade. E para quem almeja chegar a um século de vida, Francisco aconselha não fumar, não usar drogas, e tomar uma taça de vinho antes das refeições. “De preferência, um bom vinho”, finaliza.

 


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COM DESCONTOS PARA INADIMPLENTES

Prefeitura de Birigui espera recuperar R$ 3 milhões em tributos atrasados

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A Prefeitura de Birigui espera recuperar R$ 3 milhões em tributos atrasados com o recém-lançado Programa de Recuperação de Tributos (PRT), que oferece descontos de até 100% em multas e juros para estimular os contribuintes a quitarem os seus débitos com o município, que tem aproximadamente R$ 59 milhões inscritos na dívida ativa.

O Programa foi aprovado pela Câmara Municipal de Birigui, por meio de um projeto de autoria do prefeito Cristiano Salmeirão (PTB). A lei foi publicada nesta segunda-feira (18).

O objetivo é promover a regularização de crédito decorrente de contribuintes que possuem dívidas tributárias, não tributárias, multas, indenizações e restituições gerados até 31 de dezembro de 2018.

O Programa oferece desconto de 100% de multas e juros para quem não foi cobrado judicialmente, e de 50% de honorários para os casos que já estão na Justiça.

Para aderir ao benefício, o contribuinte deve procurar a Secretaria Municipal de Finanças, para a retirada do Documento de Arrecadação Municipal. O pagamento dos débitos, conforme a lei, deve ser feito até o dia seis de dezembro, para obter os 100% de desconto nos juros de mora e de multa ou os 50% de honorários advocatícios.

Os parcelamentos já celebrados pela Administração Municipal previstos em legislações anteriores continuarão a existir normalmente para aqueles que não optarem pelo regime especial de pagamento previsto nesta lei.

“Este Programa de Recuperação de Tributos – PRT é mais atraente, pois além do desconto de 100% de multa e juros, para quem não tem condições de pagar a dívida total, a Prefeitura dará o mesmo benefício para quem fizer o pagamento parcial da dívida”, falou o secretário municipal de Finanças, Fábio Vieira.

Ele explica que, dentre os objetivos do Programa, estão possibilitar a recuperação de todas as empresas que atuam no município; possibilitar a redução da inadimplência para os cidadãos que residem ou possuem imóveis em Birigui e incluir no programa eventual saldos de parcelamentos ou reparcelamentos remanescentes.

SERVIÇO

A Secretaria de Finanças fica na rua Oswaldo Cruz, número 146, Centro. O horário de atendimento ao público é das 10h às 16h.


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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998