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Dilador, Edna e Papinha integravam “grupo de facilitadores” de esquema criminoso, segundo a PF

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Chinelo ao lado de Dilador, que segundo a Polícia Federal, mantinha relacionamento de amizade com o sindicalista e teria homologado dispensa de licitação que favoreceu empresa do amigo registrada em nome de laranjas


O prefeito de Araçatuba, Dilador Borges (PSDB), a vice, Edna Flor (PPS), e o vereador Rivael Papinha (PSB) são apontados, em inquérito da Polícia Federal, como integrantes do chamado “grupo de facilitadores” no esquema criminoso de desvio de recursos públicos em contratos mantidos pela Prefeitura com empresas ligadas ao sindicalista José Avelino Pereira, o Chinelo.

Nesta terça-feira (13), a PF deflagrou a Operação #Tudonosso, após dois anos de investigação. Chinelo é apontado como líder de uma organização criminosa que teria desviado, durante dois anos, R$ 120 mil mensais de contratos com o município que somam R$ 15 milhões. Ele e outras 14 pessoas estão cumprindo prisão temporária decretada pela Justiça Federal.

O grupo de facilitadores do esquema, segundo a PF, era formado por servidores públicos que integram o alto escalão da administração municipal e possuem estreita relação com Chinelo, embora não fossem diretamente subordinados a ele. Além de Dilador, Edna e Papinha, integravam o núcleo a ex-secretária municipal de Assistência Social, Maria Cristina Domingues, e a ex-diretora de Assistência Social, Silvia Aparecida Teixeira.

“É importante mencionar que os servidores públicos em questão possuem cargos de gerência e inegável poder de decisão na Administração Pública Municipal, o que os tornaram importantes aliados e ativos decisivos para garantir o sucesso das ações praticadas pelo grupo criminoso”, diz um trecho do inquérito da PF, a que o Regional Press teve acesso.

TINHAM CONHECIMENTO

Ainda segundo a Polícia Federal, os integrantes do grupo de facilitadores demonstraram, durante as investigações, ter conhecimento da titularidade de Chinelo sobre as pessoas jurídicas do grupo que celebraram contrato com a municipalidade.

Conforme a PF, laranjas que mantêm estreita ligação com o sindicalista gerenciavam o IVVH (Instituto de Valorização à Vida Humana), que presta serviços de assistência social à Prefeitura de Araçatuba desde 2017, e contrataram outras empresas, também pertencentes a pessoas ligadas a Chinelo, para a prestação de serviços ao Instituto.

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A Polícia Federal identificou também, conforme o inquérito, que o grupo de facilitadores, formado por Dilador, Edna, Maria Cristina, Silvia e Papinha, demonstrou, durante as investigações, tolerância com problemas identificados na prestação de serviços e na prestação de contas destas empresas.

 

NÚCLEO TEM POLÍTICOS QUE TIVERAM ELEIÇÃO APOIADA POR CHINELO

De acordo com as investigações da Polícia Federal, o núcleo de facilitadores do esquema de desvio de recursos da Prefeitura de Araçatuba tinha, em sua maioria, políticos que tiveram sua eleição abertamente apoiada por Chinelo, como é o caso do prefeito Dilador Borges (PSDB), da vice, Edna Flor (PPS) e do vereador Rivael Papinha (PSB), que é, inclusive, do mesmo partido do sindicalista.

No caso de Dilador, o inquérito da Polícia Federal cita que ele, além de ter relacionamento de amizade com o sindicalista, homologou dispensa de licitação que favoreceu empresa de Chinelo, registrada em nome de laranjas, além de ter nomeado para cargos estratégicos da Prefeitura pessoas ligadas ao sindicalista.

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