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Araçatuba é contemplada com recursos para obras contra enchentes

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O prefeito de Araçatuba, Dilador Borges participou, nesta quinta-feira (11), de um encontro no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, para anúncio de convênios com municípios paulistas para obras preventivas e recuperativas contra enchentes.

Na oportunidade, o prefeito foi escolhido para falar em nome de prefeitos de 46 cidades. Araçatuba foi uma das cidades contempladas, com o valor de R$322.287,17, que serão utilizados em travessia em aduelas na estrada municipal Kawatoko (ART-155), no bairro Água Limpa.

O pacote também contemplou as seguintes cidades da região de Araçatuba: Bilac (R$ 355,9 mil), Gastão Vidigal (R$ 30,2 mil), Glicério (R$ 93,1 mil), Murutinga do Sul (R$ 228,7 mil), Nova Castilho (R$ 279,5 mil), Piacatu (R$ 595,9 mil), Valparaíso (R$ 624,3 mil).

O evento teve a participação dos secretários da Casa Militar e Defesa Civil e de Desenvolvimento Regional, coronel Walter Nyakas Junior e Marco Vinholi, respectivamente.

CDHU

Também em São Paulo, o prefeito Dilador Borges assinou documento que oficializa a doação de áreas dos bairros Ezequiel Barbosa 1 e 2, de Araçatuba, ao CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).

Com isso, o CDHU vai fazer todas as escrituras das residências para que sejam entregues aos moradores. Em contrapartida, o município recebe duas áreas, uma no Jardim Etemp e outra no Taane Andraus.

Estiveram presentes neste momento o secretário de Habitação do Estado de São Paulo, Flávio Amary, o presidente do CDHU, Eduardo Velucio e o diretor técnico do CDHU, Aguinaldo Lopes Quintana Neto.

“Quero afirmar que, por Araçatuba, sempre irei viajar em busca de recursos e soluções que melhorem a vida dos araçatubenses. Afinal, os investimentos conquistados nessas viagens são infinitamente maiores que os custos. E viajo em nome de toda a cidade, para torná-la melhor a cada dia”, finalizou o prefeito Dilador Borges.

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Fonte:
assessoria de imprensa
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ciência

Unicamp: Estudo investiga relação entre composto derivado do diesel e obesidade

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Uma pesquisa desenvolvida no Laboratório de Investigação Molecular em Obesidade (LabIMO), da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do campus de Limeira, sugere que a exposição crônica ao composto 1,2-NQ, derivado da combustão do diesel, pode afetar a glicemia de jejum e levar à intolerância à glicose, um quadro semelhante ao pré-diabetes nos humanos.

Conduzido pelo doutorando Clilton Kraüss de Oliveira Ferreira e orientado pela professora Patricia de Oliveira Prada, o estudo buscou investigar, em animais, os efeitos da exposição crônica a poluente atmosférico proveniente da queima do diesel, presente em material particulado disseminado na atmosfera das cidades com tráfego de veículos que usam esse combustível, sobre o equilíbrio energético e glicêmico e na indução da inflamação no tecido adiposo.

A substância em questão é 1,2-naftoquinona (1,2-NQ), resultante da combustão do naftaleno, um dos componentes do diesel, que, em geral, se associa ao material particulado em suspensão no ar. O composto foi selecionado porque a concentração na poluição atmosférica vem crescendo, em decorrência do aumento da utilização do diesel em veículos automotivos.

Trabalho

De acordo com a professora Patricia de Oliveira Prada, responsável pelo laboratório, o trabalho partiu da hipótese de que a presença desse poluente agregado em material particulado de até 2,5 micrômetros de diâmetro, que compõe a poluição atmosférica, pode promover inflamação no sistema nervoso central e periferia, resistência à insulina, hiperglicemia e aumento de gordura visceral.

Estudos já publicados evidenciam uma relação de causa e efeito entre poluição atmosférica e diabetes mellitus. No entanto, não se sabe o efeito isolado de cada poluente presente nesse material particulado e ainda não está claro se a exposição crônica à substância 1,2-NQ poderá atuar como agente lesivo, desencadeando reações inflamatórias sistêmicas e promovendo alterações na glicemia de jejum, na tolerância à glicose e no perfil inflamatório de células do sistema imunológico, os macrófagos.

Por isso, o foco da pesquisa investiga os efeitos da exposição crônica ao poluente químico atmosférico 1,2-NQ sobre o balanço energético e o perfil inflamatório do tecido adiposo em camundongos selvagens, adultos. Esses animais apresentaram aumento da glicemia de jejum e intolerância à glicose no teste utilizado (GTT), resultados que podem estar relacionados à também observada inflamação de tecidos periféricos.

“Nossa hipótese foi a de que dois receptores inflamatórios clássicos, o TNFR1 e o TLR4, poderiam estar participando do processo. Para comprovar essa hipótese, usamos mais duas linhagens de ‘animais knockouts’, geneticamente modificados, que não possuíam os referidos receptores para que pudesse ser verificado se eles, presentes naturalmente no organismo, poderiam ser os deflagradores da inflamação quando expostos ao poluente”, explica Clilton Kraüss de Oliveira Ferreira ao Jornal da Unicamp.

Nesse caso, esperava-se que os camundongos geneticamente modificados, que não expressam TLR4 e TNFR1, não apresentassem os efeitos da exposição ao poluente verificado nos camundongos selvagens. Isso efetivamente ocorreu, confirmando a hipótese de que a inflamação é responsável pelos efeitos adversos nestes animais.

Metodologia

Para a investigação inicial, foram utilizados camundongos selvagens machos, com oito semanas de vida, que receberam dieta padrão. Eles foram então separados em dois grupos. Em um deles os animais, foram expostos ao poluente 1,2-NQ, por nebulização, em concentração igual à encontrada no ambiente, por 17 semanas, durante 15 minutos em cinco dias da semana e sempre na mesma hora. Já o grupo controle, submetido ao mesmo processo, recebeu apenas o veículo utilizado na nebulização como solvente do contaminante.

Nos animais que inalaram 1,2-NQ, foi observado o aumento da glicemia de jejum e da intolerância à glicose. No fim, constatou-se também inflamação do tecido adiposo, mas diferentemente do que os pesquisadores esperavam, não havia ocorrido alterações de peso corpóreo e variação de gordura nos animais expostos ao poluente.

As modificações observadas foram associadas, como mencionado na literatura, ao aumento da inflamação no tecido adiposo epididimal, devido ao aumento de macrófagos pró-inflamatórios M1 e redução dos macrófagos regenerativos M2, que são células que constituem o sistema imunológico.

Na sequência, os camundongos knockouts foram submetidos aos mesmos procedimentos para investigar, separadamente, o papel do receptor 1 do fator de necrose tumoral (TNFR1KO) e do receptor tipo toll 4 (TLR4KO) na inflamação decorrente da exposição ao poluente.

Associações

Uma das associações que se estabelece entre poluição e balanço energético refere-se ao aumento da inflamação nos tecidos por meio da ativação dos TLR4 da imunidade inata ou ainda pelos efeitos de citocinas pró-inflamatórias como o TNF alfa. Verificou-se, então, que os animais, nos quais os receptores TNFR1 ou TLR4 foram supressos, ficaram protegidos dos efeitos provocados pela exposição crônica à substância 1,2-NQ.

Segundo a professora, as constatações sugerem que a exposição crônica ao composto 1,2-NQ, derivada da combustão do diesel, pode afetar a glicemia de jejum e levar à intolerância à glicose, que seria um quadro semelhante ao pré-diabetes nos humanos.

De acordo com a docente, essas alterações parecem associadas ao aumento da inflamação induzida pelo contaminante, pois a retirada de receptores ligados à inflamação, como o TLR4 e TNFR1, protegeu os animais dessas ocorrências.

A modelagem e a metodologia utilizadas para a exposição ao 1,2-NQ já haviam sido validadas para o estudo do desenvolvimento de doenças pulmonares pelo grupo liderado pela professora Soraia Katia Pereira Costa, do Departamento de Farmacologia da Universidade de São Paulo (USP), com a qual a professora Patricia de Oliveira Prada mantém colaboração em trabalhos que constituem a linha de pesquisa.

“Aqui na Unicamp, o nosso foco ao reproduzir à exposição ao 1,2-NQ foi determinar o possível efeito do poluente no desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 e de obesidade”, salienta a docente ao Jornal da Unicamp.

A maior parte das análises exigidas pelo estudo foi realizada no próprio LabIMO. O financiamento do projeto foi da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), ligada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico.

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DRAMA

Família que perdeu tudo quando casa pegou fogo precisa de ajuda

Incêndio queimou violão de adolescente que estava começando a dar aulas

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Foto: Folha da Região

(Folha da Região) Uma família que havia perdido quase tudo após receber o calote de uma empresa que faliu, e estava vivendo em uma situação bastante delicada, acaba de perder o pouco que tinha e tenta uma nova chance para poder proporcionar o mínimo de conforto aos filhos, que há seis meses já viviam sem ter energia elétrica e água em casa. A residência semiacabada da família foi destruída por um incêndio no último dia 10 e todos ficaram apenas com a roupa do corpo.

O drama da família Silva começou há mais de um ano. O pintor Cleber Roberto Silva, de 40 anos, tinha uma pequena empresa com sete funcionários registrados. Ele prestava serviço para uma construtora, que acabou falindo. Parte do que tinha para receber da construtora ele pegou em um micro-caminhão importado, cujo motor fundiu. O pintor ficou com um crédito de R$ 18 mil e não tinha como pagar seus sete funcionários. Silva vendeu algumas coisas, foi atrasando as contas da casa, “tirou da boca dos filhos”, como ele mesmo diz, para honrar todos os compromissos.

Mesmo sem ter recebido da construtora ele pagou todos os funcionários antes de dispensá-los. Por outro lado, as contas domésticas foram se acumulando. Água e energia elétrica estavam cortadas há seis meses, por falta de pagamento.

E foi justamente a falta de energia elétrica que acabou provocando o incêndio que destruiu a casa da família. Duas velas estavam acesas no interior da residência. Cleber havia ido à igreja. Os filhos, um menino de 12 anos que é hiperativo e sofre com problemas de convulsão, e uma adolescente de 16 anos, também não estavam na casa.

A esposa de Cléber, Márcia, estava sentada na calçada, porque o dia estava muito quente e, a casa, na realidade uma edícula, tinha pouca ventilação. Quando Márcia percebeu, as labaredas já estavam altas. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegou, as chamas tinham consumido tudo, móveis, eletrodomésticos, roupas e o que havia na pequena edícula, que tinha apenas uma cozinha, um banheiro e um quarto onde todos dormiam.

Silva diz que a família perdeu exatamente tudo e a casa já foi condenada pela Defesa Civil. Com ajuda de integrantes da igreja ele formalizou um pedido de auxílio na Secretaria Municipal de Assistência Social, e disse que teve resposta positiva para doação de materiais para reconstruir sua casa. No entanto, segundo ele, não inclui materiais de elétrica e hidráulica, os quais necessita de doação. O pintor disse que recebeu bastante doação de roupas e ganhou um fogão.

No entanto, ainda precisa de itens como guardaroupas, camas e eletrodomésticos. A família está morando em dois cômodos alugados, por R$ 300, em uma viela na frente da casa incendiada, onde ficaram alguns materiais que Cleber usa para seu atual trabalho, de reformar cadeiras, além de um galo, um gato e dois cães, que ficam debaixo de uma varanda improvisada. Ainda sem geladeira, Cleber conta com a ajuda de vizinhos e familiares, onde pega gelo para armazenar alguns mantimentos, e um irmão leva diariamente um galão térmico com água gelada.

ADOLESCENTE PERDEU VIOLÃO QUE USAVA PARA DAR AULAS

A filha de Cléber e Márcia, Larissa Vitória, de 16 anos, é um exemplo de jovem que muitos pais queriam em casa. A menina quase não sai e é muito dedicada aos estudos. Por conta da falta de energia, ela passava as noites estudando à luz de velas.

O passatempo de Larissa estava começando a se tornar uma fonte de renda. Ela faz aulas de violão há quatro anos e toca na igreja. Tinha acabado de pegar um aluno iniciante, mas seu violão foi consumido pelo fogo durante o incêndio, e a família não tem condições de comprar outro instrumento para a menina.

Ela estuda na escola Arantes Terra, faz curso profissionalizante no Senac e fala espanhol fluente, sendo que este ano vai se formar no curso do CEL (Centro de Estudos de Línguas) do Instituto Educacional Manoel Bento da Cruz (IE), onde estuda há quatro anos. DOAÇÕES As doações podem ser feitas na rua Xavier de Toledo, 244. Contato: (18) 99131-0701

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998
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