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Intervenção na Santa Casa de Penápolis termina na próxima segunda-feira

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Após quatro anos de intervenção municipal, a Santa Casa de Misericórdia de Penápolis passará a ser administrada pela Irmandade do Hospital. O período de intervenção da Prefeitura de Penápolis será finalizado em solenidade realizada na próxima segunda-feira (24) com representantes do poder público, Irmandade, vereadores, entre outros convidados.

Em junho de 2015, após a paralisação dos atendimentos, a Prefeitura de Penápolis assumiu a administração do hospital. Desde então, mesmo com a grave crise financeira, a Santa Casa recebeu diversos investimentos e melhorias, além de um grande apoio da comunidade e clubes de serviços.

Segundo o prefeito Célio de Oliveira, a decisão tomada em 2015 foi um grande desafio, mas fundamental para manter o hospital de portas abertas para os mais de 100 mil moradores da microrregião. “Na ocasião, a Prefeitura assumiu o hospital com as portas fechadas e o devolvemos agora com as portas abertas à população”, enfatizou.

“Com a formação de uma nova irmandade que se dispôs a assumir a Santa Casa, nós resolvemos decretar o fim da intervenção e transferir a administração para essa nova direção. Continuaremos apoiando o hospital, com os repasses mensais que totalizam um aporte de cerca de R$ 5 milhões anuais”, destacou.

“Esperamos que este novo momento da Santa Casa possa propiciar o aumento dos convênios particulares, a implantação do hospital escola em parceria com a Funepe, a reclassificação da UTI de nível I para nível II e o reequilíbrio das contas, dando sequência ao trabalho já iniciado durante a intervenção”, afirmou.

O prefeito ainda destacou que a Prefeitura deixa a intervenção em um processo natural, em total acordo com a nova irmandade. “Desejamos boa sorte à nova administração e disponibilizamos todo nosso apoio em suas ações”.

Balanço
Ainda de acordo com o prefeito Célio de Oliveira, nestes quatro anos, apesar das enormes dificuldades financeiras, foi possível oferecer um atendimento de qualidade aos pacientes e ainda realizar investimentos estruturais no hospital.

“Neste período, a Prefeitura ampliou os repasses mensais à Santa Casa. Atualmente, o município investe R$ 400 mil por mês para manter o atendimento. Sem esses recursos seria impossível manter o hospital de portas abertas”, contou o prefeito

“Em 2017, a Prefeitura disponibilizou um vale alimentação a todos os funcionários da Santa Casa, nos mesmos moldes dos servidores municipais. Este benefício será mantido mesmo com o fim da intervenção”, contou Célio.

“Além dos repasses mensais, diversos investimentos foram realizados. Muitos só foram possíveis com o envolvimento dos funcionários do hospital, com o apoio da comunidade e de clubes de serviços. Essa rede de solidariedade foi extremamente importante. Por isso, agradecemos a cada um que contribuiu com a nossa Santa Casa”, finalizou o prefeito.

A direção da Santa Casa de Misericórdia preparou um relatório para uma prestação de contas e um balanço das ações realizadas desde 2015, período de intervenção municipal. Confira a seguir:

Relatório de Conquistas Pós Intervenção do Município

EXERCÍCIO DE 2015:
Recursos conquistados:
– 01 Aparelho de Videolaparoscopia (Emenda): R$ 184.500,00
– 03 Macas de Transporte (Emenda): R$ 10.170,00
– Manutenção de Equipamentos do Hospital : R$ 27 mil
– Recurso do Show de Prêmios: R$ 100 mil
Total: R$ 321.670,00

Melhorias:
– Reabertura de quatro leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva)
– Recursos arrecadados com o Programa Santa Casa Viva tiveram valor dobrado
– Recurso do show Luan Santana investidos na aquisição de medicamentos

EXERCÍCIO DE 2016:
Recursos conquistados:
– Manutenção de equipamentos como Respiradores, Arco Cirúrgico, Autoclave, Carrinho de Anestesia, Monitor Cardíaco, Cardiotoco e Máquinas de Lavar: R$ 64 mil
Melhorias:
– Adequações Exigidas pelo Ministério do Trabalho:
Tecido, Suporte Papel Toalha, Álcool Gel, Sabonete Líquido, Lixeiras Beira Leito, Carro cuba, Lixo Contaminado e Lixo Comum: R$ 35 mil
– Manutenção de Equipamentos do Hospital (Geral): investimento de R$ 53 mil com recursos próprios
– Eventos Macarronada: R$ 7 mil investidos na aquisição do equipamento Niple Fluxometro para toda rede do hospital
Total: R$ 159 mil
– Ampçliação do Horário de Visitas de 1h para 8h diárias
– Instalação de Aparelho de Televisão em todos os quartos do SUS

EXERCÍCIO DE 2017:
Recursos conquistados:
– Aquisição de Transformador e Cabeamento – Refeita Parte Elétrica nova entrada de força: investimento de R$ 54 mil com recursos Ministério Trabalho
– Recursos – Alunos da Complementação: R$ 576 mil
– Conserto do Ultrassom: R$ 12.100,00
– Manutenção de Equipamentos: R$ 30 mil
– Evento para aquisição de Geladeira Industrial: R$ 48 mil
– Eventos da Macarronada: R$ 41.913,00, investidos na aquisição de Niple, Fluxometro, Telhas, Lavatórios, Tecidos, Tintas para Reforma no Prédio, Centrífuga do Banco de Sangue, Materiais para Manutenção, Ventilador, Colchões para todos os leitos, Cadeira para Posto de Enfermagem
Total: R$ 762.013,00

Melhorias:
– Reforma do Banco de Leite, em parceria com a ASR (Associação de Senhoras de Rotarianos) – Casa da Amizade

EXERCÍCIO DE 2018:
Recursos conquistados:
– Adequação parte elétrica da Maternidade: R$ 17 mil
– 03 Eletros, 04 Monitores Cardíacos, 02 Desfibriladores, Ventilador Pulmonar: R$250 mil de recursos do Ministério do Trabalho
– 04 Perfuradores, 03 Aspiradores Cirúrgico, 02 Monitores Cardíacos, 01 Perfurador: R$ 161.500,00, com recursos próprios e do Ministério do Trabalho
– 02 aparelhos de ar condicionado para o Centro Cirúrgico: R$ 16.200,00
– Colchão, 01 Detector Fetal, 08 Berços de RN, Automação do gerador: R$ 30 mil , com doação Usina Diana
– Bisturi Elétrico e Arco Cirúrgico: R$314 mil, com recursos do Lions Clube e Prefeitura
– Doação Rotary – Peças e acessórios de equipamentos: R$ 12.800,00
– 06 ventiladores pulmonares: R$ 300 mil, com recursos da Prefeitura (Emenda)
– Acessórios para equipamento da UTI: R$ 20.222,00, recursos Usina Atena
– Monitor Multiparâmetro para UTI: R$ 10.840,00, com recurso do Rotary
– Eventos – macarronada e manhã da sobremesa: R$ 25 mil para manutenção de equipamentos:
– Eventos e doações: R$ 7.500,00 para aquisição de ar condicionado, cortina de ar, balança para lavanderia, cadeiras para o refeitório e serviço de costura, carro de transporte de alimentos, armário para recepção (guarda volumes)
– 06 Camas Hospitalares: R$ 11.200,00 de recursos do Rotary
Total: R$ 1.176.262,00

Melhorias:
– Reforma Clínica Médica (Ala B) – Projeto Casa da Amizade e Prefeitura
– Término de cabeamento (Retesp)

EXERCÍCIO DE 2019:
Recursos conquistados:
– Reforma de 02 quartos da Pediatria Doação: R$ 170 mil (valor aproximado)
– Ultrassom para a Maternidade e 03 Desfibriladores: R$ 105 mil
– Aquisição de Roupeiro: R$ 22 mil, com recursos do Ministério do Trabalho
– Evento Macarronada: R$5.600,00 para aquisição de geladeira, enceradeira, manutenção do fogão
Total: R$ 302.600,00

Melhorias:
– Elevação de Teto Iamspe de R$ 52 mil para R$ 100 mil
– Extinção da Caldeira
– Reforma da frente e rampa da Santa Casa (Rotary e Prefeitura)
– Reforma da Recepção (ASR Casa da Amizade e Prefeitura)

TOTAL DE INVESTIMENTOS CALCULADOS: R$ 2.721.545,00

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ciência

HC de Botucatu realiza procedimento inédito para câncer no fígado

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Equipe do HC de Botucatu responsável pelo procedimento inédito para tratamento de câncer no fígado (Divulgação)

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu fez de um procedimento inédito no Sistema Único de Saúde (SUS): radioembolização, técnica que utiliza radiação para o tratamento de tumores e metástases hepáticas.

O procedimento não é considerado curativo, mas pode causar uma redução considerável do tamanho do tumor, evitando que ele cause mais danos ao paciente portador desta condição patológica.

A realização deste tratamento de alta complexidade foi possível devido a um projeto de pesquisa do médico da unidade e docente da disciplina de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp), Fernando Gomes Romeiro.

A pesquisa é intitulada “Resposta objetiva tumoral, perfil de segurança e taxas de sobrevida de pacientes com cirrose e carcinoma hepatocelular de estadiamento intermediário submetidos à Radioembolização com 131I-Lipiodol versus Quimioembolização arterial”.

Por ser um projeto de pesquisa, o tratamento ainda não pode ser oferecido a todos os pacientes portadores de tumores hepáticos. O procedimento foi realizado no hospital em um paciente do sexo masculino de 75 anos, que se encaixava nos critérios de inclusão do estudo.

Segundo Romeiro, o tratamento teve uma resposta excelente, com redução de quase 80% do tumor. “O tratamento anterior foi feito por um procedimento semelhante, sendo utilizado um quimioterápico no lugar do material radioativo.

Porém, não houve redução do tumor: era como se não tivesse recebido nenhum tratamento. Desta vez, com a Radioembolização, foi possível reduzir grande parte do volume tumoral”, explica ele.

O projeto foi aprovado e apoiado financeiramente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“É importante ressaltar que, apesar de ser uma grande satisfação realizar este tratamento no SUS, ele ainda não está disponível no sistema público, já que conta com o apoio financeiro da Fapesp e CNPq. De qualquer forma, é um avanço e continuaremos trabalhando para oferecer esta alternativa aos pacientes”, afirma Romeiro.

Radiação e tratamento

O paciente ficou internado por três dias até que a radioatividade baixasse a níveis seguros, e a seguir, foi liberado para voltar para casa. Considerado um tratamento de última geração, a Radioembolização nunca foi realizada no SUS por envolver alto custo e exigir muita capacitação. No Brasil, apenas o Hospital Sírio Libanês utiliza esta técnica inovadora no combate ao câncer hepático.

O uso de radiação em tratamentos para a destruição de tecidos humanos é polêmico por muitos motivos, entre eles o desconhecimento sobre o procedimento.

Segundo a docente da disciplina de Medicina Nuclear da FMB/Unesp, Sônia Moriguchi, existe um estigma em relação ao uso da energia nuclear.

“Toda vez que ouvimos sobre radiação nuclear, relacionamos o assunto a grandes catástrofes, como a Segunda Guerra Mundial, Chernobyl e recentemente em Fukushima. Nesses casos, a quantidade de radiação é bilhões de vezes maior da utilizada na área médica”, afirma.

“Mesmo sem ver a radiação, podemos medir exatamente os níveis da radioatividade e saber se a pessoa deve ficar em local próprio e evitar o contato com outras pessoas ou se já está pronta para voltar para casa”, complementa Moriguchi.

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AÇÃO SOCIAL

Cantor sertanejo Leo Chaves grava vídeo no Ritinha Prates

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O cantor conversou com a presidente da entidade, Maria Aparecida Nascimento Xavier, e com um dos fundadores da associação, José Américo do Nascimento, que faz parte do Conselho de Administração

O cantor sertanejo Leo Chaves esteve nesta terça-feira (12) na Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates, em Araçatuba (SP), gravando um vídeo da série Histórias que fazem sentido, para as redes sociais da Ação Social Cooperada Sicoob Credicitrus Coopercitrus. Ele fez uma série de entrevistas com profissionais, diretores e usuários da entidade sobre a história da instituição e os trabalhos realizados no local.

O cantor conversou com profissionais, diretores e usuários da entidade, nesta terça-feira

Um dos entrevistados foi Gabriel Felix, de 22 anos, morador de Buritama (SP). Ao cantor ele contou que durante um treino de jiu jitsu, em 2017, ele fraturou as vértebras C4 e C5 e ficou tetraplégico. De lá para cá, a vida dele nunca mais foi a mesma. O aluno do terceiro ano de biocombustíveis na Fatec abandonou o curso e passou a ser totalmente dependente do pai e da mãe. “Eu não tinha nenhum controle do meu tronco, nem movimento dos braços e a minha pressão era instável”, conta Félix.

O tratamento no CER começou em junho do ano passado. Atualmente, ele faz três sessões por semana. Nas atividades de fisioterapia faz exercícios para ganhar força, mobilidade e controle de tronco; na terapia ocupacional trabalha estímulos sensoriais táteis, com o objetivo de normalizar a sensibilidade, e também é estimulada a apreensão palmar, para manter amplitude e funcionalidade das mãos.

Após a associação disponibilizar para ele uma cadeira de rodas mentoniana (equipamento motorizado e direcionado por meio de uma alavanca acionada pelo queixo do usuário), ele ganhou autonomia e independência, e criou um canal no YouTube quee conta com mais de 10 mil seguidores. “A história de superação do Gabriel é surpreendente, assim como é inspiradora a (história) de associação. São exemplos maravilhosos a serem seguidos”, afirmou Leo Chaves.

Para a presidente da entidade, Maria Aparecida Nascimento Xavier (Cida), é gratificante ver o trabalho de anos ser reconhecido. “Todos nós da associação estamos muito felizes. Somos muito gratos à Ação Social Cooperada, pela consideração ao trabalho que realizamos aqui, por nos enviar recursos e agora ainda produzir um vídeo contando um pouco da nossa história”, ressalta.

Ação Social Cooperada e Ritinha

A Ação Social Cooperada apoia atualmente 70 entidades sociais dos estados de São e Minas Gerais. O fundo foi criado para apoiar financeiramente projetos sociais mantidos por organizações da sociedade civil com reconhecida utilidade pública. Desde sua fundação, a Ação Social Cooperada investiu mais de R$ 18,7 milhões em projetos de mais de 300 instituições de aproximadamente 88 municípios, além de desenvolver campanhas próprias.

Sem fins lucrativos, a Associação de Amparo do Excepcional Ritinha Prates existe há 42 anos, e trabalha na área da saúde e inclusão social, por meio do Hospital Neurológico Ritinha Prates, com a prestação de serviços especializados a pessoas com deficiências neurológicas profundas e irreversíveis. Atualmente, atende 60 usuários internos. A entidade também é a mantenedora do Centro Especializado em Reabilitação III – Ritinha Prates (CER III Ritinha Prates), que presta cerca de 500 atendimentos por mês.

Entre os valores da associação, que atende exclusivamente por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), usuários de 40 municípios vinculados ao DRS-2 (Departamento Regional de Saúde), está o tratamento humanizado, além do respeito a conceitos éticos, morais, ambientais e filantrópicos.

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998