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Piracicaba (SP)

Pesquisa da USP desmente rótulos de rações para pets e acha composições prejudiciais à saúde

Estudo analisou alimentos para cães e gatos e constatou que além de ingredientes serem diferentes aos que constam no rótulo, há desequilíbrio em nutrientes.

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Alimentos de animais foram analisados em equipamentos em laboratório do Cena — Foto: Reprodução/EPTV


Uma pesquisa realizada pela Laboratório do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena-USP), em Piracicaba (SP), desmente rótulos de diversas rações para pets ao mostrar que os produtos usados são diferentes dos identificados. Além disso, no caso específico para gatos, o estudo verificou que a composição tem nível de carboidrato acima do recomendado, o que pode gerar danos à saúde.

A análise conduzida no campus da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) coletou 82 amostras de rações para cães, de 25 marcas. Para que chegasse ao resultado, foi utilizado um equipamento que faz a leitura das substâncias que há nos produtos.

Entre as constatações está de que parte dos produtos é feita com carne de frango e milho, embora indiquem sabores de diferentes carnes para aguçar os paladares dos animais nas refeições, além da promessa de oferta de nutrientes para garantia de equilíbrio.

“Isso, muitas das vezes, não está sendo divulgado na embalagem desses produtos. O rótulo pode apresentar um bife suculento ou steak, quando na verdade o que você está encontrando ali é praticamente milho e subproduto da cadeia de frango”, explica o pesquisador do Cena, Adibe Luiz Abdalla Filho.

Rações para gatos

No estudo também foram analisadas 52 amostras de 28 marcas que produzem alimentos para gatos. Segundo a pesquisa, a quantidade de carboidrato nesses produtos era acima da recomendada para os felinos.

“Ele é um carnívoro obrigatório, então se a dieta dele passa de 10% de carboidratos, ele pode ter problemas no sistema digestivo”, alerta Leonardo Galera, pesquisador do Cena.
O gato da estudante Alice Aparecida Geradin teve problemas de saúde por causa da ração que consumia. Após isso, ela começou a comprar outra marca. “Às vezes o preço é mais ‘salgadinho’, mas tem que ter qualidade, né, para os bichinhos”, opina.

O pesquisador afirma que, para tentar identificar a melhor ração, é preciso ler o rótulo, para confirmar quais ingredientes estão presentes na ração. Caso identifique subprodutos diferentes, conversar com o veterinário ou ligar no serviço de SAC da empresa e questionar sobre o ingrediente.

“Outra dica que eu dou, para quem tem gato, é que, quanto mais úmida a ração, como aqueles sachês de comida, maior é o nível de proteína. O problema é que geralmente elas são mais caras, mas costumam ter mais qualidade”, completa.

Associação diz que rótulos devem ter clareza

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), as rações fabricadas no Brasil atendem a consensos da nutrição assim como a proporção de 30% a 50% de proteína animal e de 40% a 65% de proteína vegetal.

Afirmou ainda que é de responsabilidade do fabricante dar clareza no rótulo sobre os ingredientes de cada produto.

“A entidade não apoia indústrias que não aplicam boas práticas de fabricação, e considera como casos isolados alimentos que, porventura, não sigam padrões rigorosos de qualidade”, conclui a nota.

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Fonte: G1
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Entrevista Exclusiva

VÍDEO: Vizinho tentou salvar idosa que morreu durante incêndio em Araçatuba

Testemunha contou como foi a tentativa de resgate da idosa que morreu carbonizada em Araçatuba

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Ricardo Luciano Amorim dos Santos, 43 anos, contou ao Regional Press como foi a tentativa de resgate da idosa Edna Garcia, 85 anos, que morreu carbonizada durante um incêndio na casa dela, na noite desta segunda-feira (15), no bairro Vila Industrial, em Araçatuba.

Socorrido com queimadura na mão e suspeita de lesão em uma costela, Ricardo foi atendido no pronto-socorro municipal e liberado na madrugada de hoje (16).

Ele contou que, junto com outras testemunhas, chegou a ter contato com a idosa ainda viva em meio ao fogo que atingia a casa.

Ele disse que a moradora estava com graves queimaduras e que não foi possível retirá-la devido ao excesso de pele que se desprendia dos braços da vítima.

A tentativa de resgate durou até ocorrer uma explosão, possivelmente no botijão de gás. Paredes começaram a desmoronar e os vizinhos tiveram que sair. Ricardo ainda caiu e foi retirado do local pelos colegas.

Veja o vídeo com a íntegra da entrevista exclusiva que a testemunha deu ao Regional Press.

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Urupês (SP)

Égua coberta por montanha de mato chama a atenção no interior de SP

Prefeitura informou que está investigando o caso e que vai tomar as providências cabíveis.

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Moradora registrou a cena da égua coberta por montanha de mato em Urupês — Foto: Arquivo pessoal

Uma égua foi flagrada carregando uma ‘montanha’ de mato no bairro Jardim Novo Mundo, em Urupês, cidade a aproximadamente 170 km de Araçatuba.

A imagem foi enviada para a equipe da TV TEM nesta segunda-feira (15) por uma moradora, que afirma que se revoltou ao ver o animal com a grande quantidade de restos de podas. O mato, de acordo com ela, foi colocado na égua por um carroceiro.

Ainda de acordo com a mulher, que preferiu não se identificar, o caso foi registrado no sábado (13). Ela conta que questionou o homem sobre o peso e quantidade do material que a égua transportava, já que estava com a pata machucada.

Contudo, ele teria afirmado que o animal é idoso e já iria descarregar os restos de podas.

Maus-tratos

Conforme a TV TEM, procurou a Polícia Militar, que afirmou não ter recebido nenhum tipo de denúncia, mas explicou que vai tentar encontrar o carroceiro e que ele pode responder criminalmente por maus-tratos.

A Prefeitura de Urupês informou que está investigando o caso e que vai tomar as providências cabíveis.

Além disso, também disse que as carroças que circulam na cidade devem seguir as leis e que a do homem está desrespeitando as regras.

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Interior de SP

Réu que disparou contra ex-enteada será submetido a novo julgamento

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A 12ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo deu provimento a recurso interposto pelo Ministério Público e determinou que homem que tentou matar, a tiros, a filha de sua ex-companheira seja submetido a novo júri popular.

Segundo o relator da apelação, desembargador Vico Mañas, a decisão que afastou a qualificadora de feminicídio foi manifestamente contrária às provas dos autos.

O caso aconteceu no município de Amparo. Consta nos autos que, inconformado com o fim do relacionamento, o réu acusava a filha de sua ex-companheira de ser a responsável por sua mãe não aceitar reatar.

Determinado dia, abordou a ex-enteada e desferiu dois tiros em suas costas; a vítima caiu e o homem disparou o terceiro tiro acertando sua perna. A vítima foi socorrida e sobreviveu.

O tribunal popular descaracterizou a qualificadora de feminicídio e reconheceu o privilégio da ação por violenta emoção, o que resultou em diminuição da pena. Assim, o acusado foi sentenciado a 11 anos e um mês de reclusão, em regime inicial fechado.

“Contrariou manifestamente a prova dos autos o afastamento da qualificadora do feminicídio. Afinal, tratou-se de delito contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do art. 121, § 2º, VI, do CP, definido como tal a infração que envolva violência doméstica, conforme o art. 121, § 2º-A, I, do CP”, escreveu o relator em seu voto.

“Inegável que compete ao Tribunal do Júri dizer sobre a ocorrência ou não das qualificadoras atribuídas. Mas isto não representa que deva ser preservado o veredito quando manifestamente improcedente a compreensão exarada sobre tais circunstâncias, como na hipótese”, concluiu o magistrado.

O julgamento teve a participação dos desembargadores João Morenghi e Angélica de Almeida. A votação foi unânime.

Processo nº 0005404-10.2016.8.26.0022.

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