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Vendas no varejo na região de Araçatuba têm crescimento

Em julho, as vendas do comércio varejista da região de Araçatuba atingiram R$ 720 milhões, leve crescimento de 0,5% em relação ao mesmo mês de 2015. No acumulado dos sete meses do ano, houve crescimento de 3% e nos últimos doze meses, retração de 1,7%. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Apesar do crescimento, apenas três das nove atividades pesquisadas apresentaram alta em julho na comparação com o mesmo mês de 2015. Os setores de outras atividades (14,4%), materiais de construção (12,4%) e farmácias e perfumarias (5,7%) contribuíram, juntos, com 5 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral.

Por outro lado, os segmentos de concessionárias de veículos (-22,3%), lojas de vestuário, tecidos e calçados (-13,2%) e supermercados (-3%) impactaram negativamente, em conjunto, com 3,5 p.p. impedindo um resultado geral melhor.

Desempenho estadual

O faturamento real do comércio varejista paulista voltou a crescer em julho e atingiu R$ 46,9 bilhões – elevação de 0,8% em relação ao mesmo mês de 2015. Foi a segunda elevação consecutiva na comparação anual, fato que não acontecia desde 2014. No acumulado do ano, porém, houve retração de 1,4% e em 12 meses, a queda foi de 4,9%.

Entre as 16 regiões analisadas pela Federação, 11 apresentaram crescimento no faturamento em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Destaque para as regiões do Litoral (7,8%), Marília (7,3%), Araraquara (6,9%) e Sorocaba (5,3%) que registraram os melhores desempenhos. Já as regiões de Osasco (-6,8%), Guarulhos (-2,6%), Bauru (-2,5%) e São José do Rio Preto (-1,1%) foram as piores do mês.

Das nove atividades pesquisadas, apenas três apresentaram crescimento em julho na comparação com o mesmo mês de 2015, porém, foram expressivas e suficientes para alavancar o faturamento de todo o varejo paulista: farmácias e perfumarias (11,5%), supermercados (7,6%) e o grupo outras atividades (5,2%). Essas três altas contribuíram positivamente para o resultado geral com 4,4 pontos porcentuais (p.p.).

Em contrapartida, as maiores retrações foram registradas pelas lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-16,0%); lojas de móveis e decoração (-14,1%), concessionárias de veículos (-9,2%) e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-9,1%). Em conjunto, essas quatro atividades pressionaram negativamente o resultado geral com 3,4 pontos porcentuais.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, os resultados positivos de julho consolidam a avaliação de que existe uma reversão do ciclo recessivo. Mesmo que os resultados não estejam embasados na melhoria dos determinantes básicos de consumo (renda e emprego), o que limita a expansão do comércio, há uma consistente recuperação nos níveis de confiança do consumidor nos últimos meses, precondição para permitir a saída de um cenário de baixa intenção de consumo. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) demonstra uma tendência de recuperação, registrando novo crescimento em setembro, desta vez de 25,1% em comparação ao mesmo mês do ano p assado.

Ainda há forte assimetria de comportamento entre os segmentos ligados aos bens essenciais e os de produtos duráveis. Enquanto não houver a redução desse desequilíbrio, de acordo com a Federação, será difícil a consolidação de um verdadeiro ciclo de recuperação das vendas varejistas em sentido amplo. Isso somente se dará com a melhoria da renda e do emprego, mas também com um cenário de crédito menos hostil para os consumidores. Nesse sentido, caso persista a tendência da recente redução do nível da inflação mensal, isso pode criar as precondições necessárias para o início de um ciclo de queda nas taxas de juros.

Expectativa

De acordo com a FecomercioSP, as projeções indicam que nos próximos meses o varejo tende a apresentar taxas de crescimentos mensais sucessivas, inclusive para dezembro, para o qual se espera uma taxa de crescimento de 2%. Se as projeções se concretizarem, o varejo paulista em 2016 conseguirá evitar mais um índice de retração de vendas anuais, o que era a expectativa traçada no final de 2015.

Para 2017, a Entidade pondera que não se deve esperar níveis de vendas superiores aos de 2016, dada a profundidade da atual recessão e o tempo necessário para maturação de novos investimentos.

Nota metodológica

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades).

Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.

Sobre a FecomercioSP

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 157 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por cerca de 30% do PIB paulista – e quase 10% do PIB brasileiro – gerando em torno de 10 milhões de empregos.

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