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Engenheiro de Birigui apresenta projetos na Nasa

Uma cadeirinha que envia mensagens para o celular dos pais que esquecerem o bebê no carro. Um equipamento que evita acidentes com crianças em piscinas e um umidificador que aproveita a água extraída do ambiente pelo ar condicionado.

Essas três invenções ainda são protótipos, ou seja, não estão no mercado, mas chamaram a atenção de técnicos e empreendedores norte-americanos, inclusive ligados à Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos.

Os primeiros passos para que essas tecnologias desenvolvidas totalmente na região possam se tornar produtos disponíveis no mercado internacional estão sendo dados pelo inventor dos equipamentos, o engenheiro eletrônico e de computação Rodrigo Simon, de Birigui.

Mas, diferentemente do que se pode imaginar, a iniciativa de contato não partiu do engenheiro biriguiense e sim do executivo Jefferson Michaelis, da Chamber of Commerce (Câmara de Comércio), uma empresa com sede na Flórida, que presta serviços à Nasa.

Michaelis conheceu o trabalho de Simon pela internet e os dois começaram a trocar mensagens, até que veio o convite para uma visita à Nasa e a oportunidade de apresentar as invenções para empreendedores ligados à agência espacial norte-americana.

Atendendo ao convite de Michaelis, Simon esteve na Flórida no final de julho e conheceu as instalações da agência espacial, tanto o Centro Espacial Kennedy, que é mais acessível para visitantes, quanto a base da força aérea instalada no local. Nesta visita, ele teve a oportunidade de conhecer Terry White, que ganhou o apelido de “lenda viva”, por ter participado, na parte de manutenção, de todas as missões espaciais, e outros envolvidos nessas missões.

Mas os contatos mais importantes para o engenheiro brasileiro ocorreram fora de Cabo Canaveral. Simon foi convidado para apresentar suas invenções no Florida International Incubator, uma incubadora de empresas com sede em Melbourne, na Flórida. “Eles são responsáveis por dar início a startups do mundo todo. Quando surge algo diferente, eles absorvem essa ideia e fazem a ligação com institutos, empresas ou agências que podem se beneficiar com esses projetos, inclusive a Nasa”, explica Simon.

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A apresentação resultou em um convite para Simon instalar a produção de cadeirinhas dentro dessa incubadora. A proposta ainda está sendo analisada pelo engenheiro.

Outro convite atendido por Simon para apresentar suas invenções foi do Florida Institute of Technology, uma instituição que trabalha com o desenvolvimento de novas tecnologias. “Eles também demonstraram bastante interesse pelas invenções, principalmente a cadeirinha”, lembra Simon. Em média, 40 crianças morrem, por ano, nos Estados Unidos, esquecidas dentro de automóveis.

As negociações com a incubadora internacional e com o instituto de tecnologia ainda estão no início, mas, segundo Simon, foram importantes para confirmar mais uma vez que suas invenções são úteis, viáveis, e podem ser produzidas em escala industrial para distribuição no mercado.

OUTRA MISSÃO

A visita do engenheiro brasileiro aos Estados Unidos rendeu ainda outra missão. Simon vai realizar um trabalho no País, a partir do ano que vem, a pedido do Florida Institute of Technology. Ele vai encabeçar um projeto para selecionar 15 alunos do ensino médio da região, interessados em engenharia e ciências, para conhecer o instituto de tecnologia e a Nasa. O objetivo é encontrar futuros cientistas que se interessem por estudar, por meio de bolsas, em universidades norte-americanas.

“Os Estados Unidos estão procurando futuros talentos. Jovens que possam se tornar engenheiros e cientistas nos próximos dez anos. Este tipo de profissional está em falta por lá, gente que se interesse por estudos e pesquisas. A expectativa é que, até 2018, existam oito milhões de vagas para engenheiros e cientistas nos Estados Unidos, que precisam ser preenchidas com gente qualificada”, explica Simon. O engenheiro ainda não foi informado sobre os detalhes do intercâmbio, mas sabe que vai ser colocado em prática a partir do ano que vem.

OS PROJETOS

Rodrigo Simon levou para apresentar nos Estados Unidos três projetos desenvolvidos por ele. Um deles é a cadeirinha que possui um sensor. Quando o veículo é parado e a criança permanece no assento, o equipamento envia uma mensagem para o celular dos pais avisando que a criança ainda está no carro.

O outro aparelho criado por Simon também envolve a segurança infantil. Ele desenvolveu um sensor para piscinas que aciona um dispositivo inflável com uma rede, impedindo que a criança afunde. O equipamento também dá um alerta sonoro e envia mensagens para os celulares dos pais.

O terceiro projeto apresentado foi um umidificador que funciona em conjunto com o ar-condicionado, devolvendo a umidade extraída no processo de resfriamento do ar. Um conforto para quem passa muitas horas em ambientes climatizados.

 

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