A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher de 70 anos que morreu no domingo (11), após permanecer internada por vários dias com múltiplas fraturas. O caso teve início em Adamantina, no interior de São Paulo, e a idosa foi transferida para o Hospital das Clínicas de Marília, onde faleceu.
A investigação busca esclarecer como os ferimentos foram provocados. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil ao g1, a ocorrência foi registrada inicialmente como “não criminal” na Delegacia de Adamantina. Posteriormente, diante das circunstâncias apuradas, o caso passou a ser investigado como morte suspeita.
Denúncia anônima motivou acionamento da polícia
De acordo com as informações policiais, equipes da Santa Casa de Adamantina acionaram as autoridades após receberem uma denúncia anônima. O relato indicava que teria ocorrido uma briga na residência onde a idosa morava e que ela poderia estar sofrendo agressões de pessoas que também viviam no imóvel.
A mulher residia com uma filha e um neto com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Até o momento, porém, não há confirmação de que as lesões tenham sido provocadas por agressões.
Conforme o relato da vítima aos profissionais de saúde, os ferimentos teriam sido causados por uma queda da própria altura. Ela procurou atendimento médico após sentir dores pelo corpo.
Idosa ficou internada em UTI
A mulher deu entrada na Santa Casa de Adamantina no dia 2 de outubro. Devido à gravidade do quadro clínico, precisou ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
No dia 7 de outubro, ela foi transferida para o Hospital das Clínicas de Marília, onde permaneceu sob cuidados médicos. Apesar do atendimento, morreu no domingo (11).
A causa da morte foi registrada como múltiplas fraturas. Informações divulgadas pelo portal Marília Notícia apontam que a documentação médica mencionou fraturas nas costelas do lado esquerdo e pneumotórax, condição caracterizada pela presença de ar entre o pulmão e a parede torácica.
Polícia aguarda laudo do IML
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias dos ferimentos e da morte. Os investigadores aguardam o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) de Marília, que deverá contribuir para o esclarecimento do caso.
Até as informações divulgadas nesta quinta-feira (15), ninguém havia sido preso. A investigação deverá reunir os resultados dos exames periciais e outros elementos que possam ajudar a determinar como as lesões ocorreram.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

