Um comerciante de 72 anos perdeu R$ 5.899 após acessar um link enviado durante a negociação para comprar uma carretinha anunciada em uma rede social, em Araçatuba. O caso foi registrado na Polícia Civil como estelionato mediante fraude eletrônica.
A vítima procurou a Central de Polícia Judiciária (CPJ) na tarde de quarta-feira (14). Segundo o registro policial, o comerciante encontrou o anúncio da carretinha na internet e iniciou uma conversa com a pessoa que se apresentava como responsável pela venda.
Durante a negociação, o suposto vendedor encaminhou um link e orientou o idoso a realizar um procedimento de reconhecimento facial. Depois de seguir as instruções, o comerciante passou a desconfiar da situação e decidiu procurar sua agência bancária.
Duas transferências foram feitas
No banco, a vítima descobriu que haviam sido realizadas duas transferências sem sua autorização. Uma delas foi de R$ 2.900 e a outra, de R$ 2.999. Somadas, as movimentações provocaram prejuízo de R$ 5.899.
O boletim de ocorrência não detalha de que forma o procedimento feito pelo comerciante teria permitido as movimentações bancárias. A investigação deverá apurar a dinâmica da fraude e tentar identificar quem recebeu ou movimentou os valores.
Até o registro da ocorrência, nenhum suspeito havia sido identificado. A Polícia Civil deverá instaurar inquérito para prosseguir com as apurações.
Reconhecimento facial também é usado por golpistas
O uso de imagens do rosto da vítima em fraudes já é alvo de alerta do Banco Central. Segundo a instituição, criminosos podem solicitar selfies, fotos ou vídeos sob diferentes pretextos e utilizar os dados obtidos para tentar abrir contas ou contratar produtos financeiros que utilizam reconhecimento facial.
A orientação é desconfiar de links recebidos por mensagens ou durante negociações com desconhecidos e evitar realizar procedimentos envolvendo dados pessoais ou biometria sem confirmar a origem da solicitação.
Quem perceber uma movimentação bancária que não reconhece deve entrar em contato imediatamente com a instituição financeira e registrar boletim de ocorrência. Caso o problema não seja solucionado, o Banco Central também orienta que o consumidor procure órgãos de defesa do consumidor ou utilize os canais oficiais de reclamação.

