Três moradores de Araçatuba tiveram um prejuízo conjunto de R$ 7.670 após caírem no chamado golpe do falso filho, em que criminosos usam fotos de familiares no WhatsApp para pedir dinheiro. Os casos foram registrados na sexta-feira (9), na Central de Polícia Judiciária (CPJ).
Segundo os boletins de ocorrência, os golpistas se passaram pelos filhos das vítimas e solicitaram pagamentos de boletos, transferências via Pix e depósitos. Os moradores só perceberam que haviam sido enganados depois de realizar as operações financeiras.
Idosa de 79 anos perdeu R$ 3 mil
Uma das vítimas é uma aposentada de 79 anos, moradora do Jardim do Prado. Ela recebeu mensagens de um número desconhecido que utilizava a fotografia de seu filho.
Acreditando que conversava com o familiar, a idosa depositou R$ 3 mil em uma casa lotérica na quinta-feira (8). Posteriormente, descobriu que o filho não havia feito o pedido de dinheiro. Ela procurou a polícia no dia seguinte.
Cozinheira perdeu R$ 1.870
O segundo caso envolve uma cozinheira de 50 anos, residente no bairro Planalto. Ela recebeu mensagens de uma pessoa que usava a foto de seu filho e solicitava o pagamento de um boleto por meio de Pix.
Após realizar a operação, a mulher percebeu que havia sido vítima de fraude. O prejuízo informado no boletim de ocorrência foi de R$ 1.870.
Aposentado pagou R$ 2,8 mil
A terceira vítima é um aposentado de 66 anos, morador do Jardim Brasília. Ele pagou um boleto de R$ 2.200 e fez outro depósito de R$ 600, totalizando R$ 2.800.
A fraude foi descoberta quando o verdadeiro filho apareceu na residência e informou que não havia solicitado nenhum valor.
Os três casos foram registrados como estelionato pela Polícia Civil e encaminhados às unidades responsáveis pela investigação.
Como evitar o golpe do falso filho
Nesse tipo de fraude, criminosos utilizam fotos de familiares e entram em contato por números diferentes dos habituais para convencer as vítimas a enviar dinheiro. A recomendação das autoridades é confirmar a identidade de quem fez o pedido antes de efetuar qualquer pagamento.
Para reduzir o risco de cair no golpe:
- Ligue para o familiar: use o número que já está salvo na agenda, em vez de responder apenas ao contato desconhecido.
- Confirme o pedido por outro meio: faça uma ligação ou chamada de vídeo antes de transferir dinheiro.
- Confira os dados do pagamento: verifique o nome do beneficiário antes de concluir um Pix ou pagar um boleto.
- Não aja por impulso: desconfie de pedidos urgentes de dinheiro, mesmo quando a foto do perfil parece familiar.
Quem já fez uma transferência ou pagamento suspeito deve entrar em contato imediatamente com o banco, utilizando os canais oficiais, guardar mensagens e comprovantes e registrar um boletim de ocorrência. O Ministério da Justiça e Segurança Pública orienta que essas medidas sejam adotadas o quanto antes, embora não haja garantia de recuperação dos valores.

