O projeto “Araçatuba Patrimonial – Tecnologia a Serviço da Memória” será apresentado nesta segunda-feira (19), às 14h30, no Museu Ferroviário Moisés Joaquim Rodrigues, no Centro de Araçatuba. O encontro é aberto a agentes públicos e demais interessados em conhecer o trabalho de identificação e documentação de imóveis com relevância histórica e cultural para o município.
A iniciativa pretende reunir informações sobre edificações que ajudam a contar a história da cidade, além de promover discussões sobre educação patrimonial e preservação da memória coletiva. A apresentação também abrirá espaço para que os participantes contribuam com sugestões para o desenvolvimento do projeto.
O trabalho é realizado pela empresa Conteúdo Estratégico, por meio de projeto selecionado em edital de fomento cultural de 2025, com recursos do Fundo Municipal de Apoio à Cultura.
Nesta primeira etapa, o inventário contempla três imóveis: o Instituto de Educação Manoel Bento da Cruz, conhecido como IE; o prédio da Polícia Civil que abrigou o antigo Fórum; e um sobrado histórico localizado na Praça Nove de Julho.
Inventário vai documentar imóveis históricos
O levantamento considera edificações situadas na Área Especial de Interesse Histórico (AEIH), delimitada pelo Plano Diretor de Araçatuba. A seleção inicial leva em conta a localização e as características arquitetônicas dos imóveis, com possibilidade de ampliação do trabalho para outras regiões e categorias de bens no futuro.
A apresentação será conduzida por Fernanda Machado, gestora do projeto, educadora e especialista em Políticas Públicas de Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ela estará acompanhada da arquiteta Ana Laura Roma e do historiador Daniel Lima.
De acordo com Manuella Boreggio Costa dos Santos, diretora do Departamento de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPPHAC), o inventário é um instrumento técnico para identificar, conhecer, registrar e valorizar os bens de interesse histórico.
As informações reunidas poderão servir de base para políticas públicas, orientar decisões da administração municipal e subsidiar futuras medidas de proteção e educação patrimonial.
Segundo a diretora, Araçatuba ainda não dispõe de um inventário formal e sistematizado de seus imóveis de relevância histórica, arquitetônica e cultural. O projeto busca contribuir para a organização dessas informações e para o planejamento de ações de preservação.
Conheça os três imóveis incluídos no projeto
O Instituto de Educação Manoel Bento da Cruz é apontado como a escola secundária mais antiga de Araçatuba. Fundado em 16 de março de 1934, com o nome de Ginásio Municipal, o estabelecimento formou cerca de 30 mil alunos ao longo de sua história, conforme as informações divulgadas pelo município. O nome homenageia um dos idealizadores do patrimônio de 1912 relacionado à formação da cidade.
Outro imóvel incluído é o prédio da Rua José Pedro dos Santos que foi construído na década de 1950 para abrigar o Fórum da Comarca de Araçatuba. A partir de meados da década de 1970, passou a ser utilizado pela Polícia Civil e atualmente funciona como delegacia. Junto ao Instituto de Educação e à Praça Getúlio Vargas, o edifício integra um conjunto de interesse cívico e histórico.
O terceiro bem é um sobrado localizado na Praça Nove de Julho, em frente à Câmara Municipal. O imóvel, que já abrigou a Caixa Econômica, também teve atividades hoteleiras e comerciais ligadas à família Cury. Sua arquitetura apresenta características do estilo eclético, com fachada ornamentada, e o prédio é citado como referência da presença sírio-libanesa no comércio da região central.
Serviço
Evento: Apresentação do projeto Araçatuba Patrimonial – Tecnologia a Serviço da Memória
Data: Segunda-feira, 19 de outubro
Horário: 14h30
Local: Museu Ferroviário Moisés Joaquim Rodrigues
Endereço: Rua Joaquim Nabuco, 125, Centro, Araçatuba

