Acadêmicos e interessados na área de medicina veterinária participaram, no dia 12 de março, de uma palestra promovida pela Liga de Estudos de Reprodução Animal (LERA), do UniSALESIANO. O encontro foi realizado no Centro de Convivência da instituição e teve como tema “Biotecnologias Reprodutivas em Pequenos Animais: avanços, limitações e perspectivas futuras”.
A atividade foi conduzida pela médica-veterinária Cíntia Rodrigues, ex-aluna da instituição, que apresentou um panorama atualizado sobre as principais técnicas utilizadas na reprodução assistida de cães e gatos, além de discutir os desafios e as possibilidades futuras do setor.
Durante a palestra, foram abordadas tecnologias já consolidadas, como a inseminação artificial, que permite maior controle dos processos reprodutivos, reduz o risco de transmissão de doenças e possibilita o uso de material genético de diferentes regiões. Outro destaque foi a criopreservação de sêmen, técnica que permite o armazenamento de material genético por longos períodos e contribui para a formação de bancos genéticos.
A fertilização in vitro (FIV) também esteve entre os temas discutidos. Apesar do potencial da técnica, a especialista explicou que ainda existem limitações, especialmente em cães, devido às características fisiológicas da espécie, que tornam o procedimento mais complexo.
Além disso, foram apresentadas outras possibilidades, como a transferência de embriões e a clonagem animal, destacando tanto suas aplicações práticas quanto desafios, como o alto custo e a eficiência ainda limitada em alguns casos.
A palestra também trouxe reflexões sobre os avanços recentes na área, como o uso de ferramentas da biologia molecular para identificação genética e o aprimoramento de protocolos laboratoriais. No entanto, questões éticas e o bem-estar animal também foram ressaltados como pontos que precisam ser considerados no desenvolvimento dessas tecnologias.
Segundo a palestrante, o futuro da reprodução assistida em pequenos animais é promissor, com perspectivas de avanços em técnicas laboratoriais, melhoria na maturação de oócitos e ampliação dos bancos genéticos. Ela destacou ainda que essas inovações podem ter impacto não apenas na clínica veterinária, mas também na conservação de espécies.
O evento reforçou o papel da formação acadêmica na atualização dos futuros profissionais, promovendo o debate sobre tecnologias emergentes e sua aplicação responsável na medicina veterinária.
