Um crime bárbaro chocou a cidade de Americana, no interior de São Paulo e mobilizou as autoridades após a descoberta de que uma mãe aliciava a própria filha, de apenas 13 anos, para sofrer abusos sexuais em troca de dinheiro. O casal suspeito — a mulher, de idade não revelada, e seu namorado, de 64 anos — foi preso na manhã desta quarta-feira (11) durante uma operação da Polícia Civil.
A vítima, que hoje tem 14 anos, foi abusada aos 13. O caso veio à tona de forma estarrecedora: um vídeo do estupro passou a circular entre os alunos da escola onde a adolescente estuda. Funcionários da unidade de ensino tiveram acesso à gravação e imediatamente acionaram o Conselho Tutelar, que deu início à investigação.
Mãe aliciava e recebia por Pix
De acordo com o delegado Edson Antônio dos Santos, responsável pelo caso, a própria mãe da adolescente era quem aliciava a filha para satisfazer sexualmente o companheiro. “O crime, a priori, é de estupro de vulnerável. Pelos relatos, a própria mãe aliciava a adolescente para satisfazer sexualmente o investigado. As diligências ainda continuam no sentido de identificar novas vítimas”, explicou.
A polícia conseguiu identificar transferências via Pix enviadas para a mulher após os abusos cometidos contra a menor. “Há confissão por parte da mãe e o recebimento de valores, inclusive a transferência via Pix que pagou o ato sexual na época. De acordo com a investigação de outros pagamentos realizados, a gente tem a suspeita de que não foi só naquela época”, contou o delegado.
Namorado participava dos abusos
O homem preso, de 64 anos, namorado da mãe da adolescente, não tinha qualquer parentesco com a vítima, mas participava ativamente dos abusos. As investigações indicam que os crimes ocorreram em mais de uma ocasião, e a polícia suspeita que outras crianças possam ter sido vítimas do casal.
Vítima acolhida
A adolescente foi encaminhada a um abrigo, onde receberá acompanhamento psicológico e assistência social. O casal foi levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Americana e permanece à disposição da Justiça.
Os celulares dos investigados foram apreendidos e passarão por perícia. A análise do material deve ajudar a polícia a identificar se há novas vítimas e se os abusos eram registrados em vídeo com frequência — o que pode configurar também crime de produção e armazenamento de pornografia infantil.
Como denunciar
Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100, pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil ou diretamente ao Conselho Tutelar mais próximo. A denúncia é sigilosa e pode salvar vidas.
