A frase “o crime não compensa” nunca fez tanto sentido para um jovem de 19 anos em Nipoã, região noroeste do estado de São Paulo. Suspeito de uma série de pichações em diversos pontos da cidade, ele acabou detido nesta semana após cometer um erro fatal para a sua liberdade: vandalizar o prédio da própria Polícia Militar. O ato de ousadia contra a corporação acelerou as investigações e facilitou a sua identificação.
De acordo com a Polícia Militar, o rapaz já vinha sendo monitorado devido ao rastro de danos causados tanto ao patrimônio público quanto a propriedades particulares no município. A base da PM, no entanto, foi a gota d’água que permitiu que os agentes ligassem os pontos e intensificassem as buscas.
Flagrante por acaso
A detenção ocorreu na área central de Nipoã e teve um componente de ironia e perspicácia. Policiais militares que estavam em período de folga reconheceram o suspeito circulando pelas ruas e não hesitaram: realizaram a abordagem imediata.
Durante as diligências, as equipes conseguiram localizar a lata de tinta spray que teria sido utilizada nas ações recentes. O material havia sido descartado pelo jovem logo após as pichações, mas foi encontrado pelos agentes, servindo como prova contundente do crime.
Consequências
Após ser flagrado, o jovem foi conduzido à delegacia local para o registro da ocorrência e prestação de esclarecimentos. Ele permaneceu à disposição da Justiça e deve responder pelos crimes de pichação e dano ao patrimônio, previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) e no Código Penal.
A Polícia Militar reforçou, por meio de nota, que a manutenção da ordem e a preservação dos espaços coletivos são prioridades. “A identificação rápida de atos dessa natureza ajuda a inibir novas práticas de vandalismo na pacata cidade do interior paulista”, destacou a corporação.
