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Saúde

Sobram vagas para pacientes com problemas visuais no Ritinha Prates

Dos 150 procedimentos autorizados por mês, 40 não são realizados, deixando a capacidade ociosa

Estão sobrando vagas para o atendimento de pessoas com problemas visuais no Centro Especializado em Reabilitação (CER) Ritinha Prates, de Araçatuba (SP). Credenciada para realizar 150 procedimentos por mês, exclusivamente por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), a unidade vem executando 110, em média.

De acordo com a oftalmologista Celina Yoshie Uenaka Batalha, coordenadora do setor, as secretarias municipais da área de abrangência do equipamento têm enviado poucos casos ao CER. “Mantemos contato com o poder público das 40 cidades da região relembrando que estamos à disposição, mas ainda assim, a procura tem ficado abaixo das nossas expectativas”, diz Celina.

A especialista explica que o CER é credenciado para o atendimento preferencial a pessoas com três problemas específicos, definidos por CID (Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde):

– H54.0 – Cegueira dos dois olhos;

– H54.1 – Cegueira de um olho e visão subnormal do outro (subnormal é a visão abaixo de 30%);

– H.54.2 – Visão subnormal de ambos os olhos.

No CER os usuários recebem orientação quanto a utilização otimizada da visão residual e capacidade funcional para melhorar a sua qualidade de vida. No Ritinha Prates eles passam por treinamento de mobilidade para que se orientem em situações práticas, como para arrumar a casa e andar em um ambiente desconhecido. Na unidade também são dispensadas bengalas.

Inaugurado em 26 de agosto de 2015, o Centro Especializado em Reabilitação III (CER III) Ritinha Prates realiza atendimentos nas áreas auditiva, física e visual, com capacidades mínimas definidas: 200 usuários ao mês para reabilitação física, 150 para visual e 150 para auditiva, com 34 protetizações auditivas. O CER funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 10% da população de qualquer país, em tempo de paz, é portadora de algum tipo de deficiência, das quais: 5% é portadora de deficiência mental; 2% de deficiência física; 1,5% de deficiência auditiva; 0,5% de deficiência visual; e 1% de deficiência múltipla. Com base nesses percentuais, estima-se que no Brasil existam 16 milhões de pessoas portadoras de deficiência.

A Ritinha Prates

Sem fins lucrativos, a Associação de Amparo do Excepcional Ritinha Prates existe desde 1977, e trabalha na área da saúde e inclusão social, por meio do Hospital Neurológico Ritinha Prates, com a prestação de serviços especializados a pessoas com deficiências neurológicas profundas e irreversíveis. Atualmente, atende 62 usuários internos. A entidade também é a mantenedora do Centro Especializado em Reabilitação III – Ritinha Prates (CER III Ritinha Prates), que presta cerca de 500 atendimentos por mês.

Mais recentemente, em março deste ano, a entidade iniciou os trabalhos da UCP (Unidade de Internação em Cuidados Prolongados), que conta com 24 leitos destinados ao acompanhamento de usuários com quadro clínico estável, mas que necessitam permanecer sob cuidados especializados por mais tempo. O objetivo é estimular a rápida recuperação e a reabilitação do usuário. Na unidade são atendidos usuários dos 11 municípios da área central da DRS-2 (Departamento Regional de Saúde), que são: Araçatuba, Auriflama, Guzolândia, Nova Castilho, Nova Luzitânia, Bento de Abreu, Guararapes, Rubiácea, Bilac, Santo Antônio do Aracanguá e Valparaíso.

Entre os valores da associação, que atende exclusivamente por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), usuários de 40 municípios vinculados ao DRS-2 (Departamento Regional de Saúde), está o tratamento humanizado, além do respeito a conceitos éticos, morais, ambientais e filantrópicos.

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