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POLÍTICA

Queiroga sobre vacinação de Bolsonaro: “É questão privada”

Ministro afirmou que presidente não comentou nada sobre possível imunização. Bolsonaro disse que não vê “problema nenhum” em se vacinar

© Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em meio a rumores de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se vacinaria contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, neste sábado (3/4), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, descartou a possibilidade.

Em entrevista após reunião com a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, Queiroga comentou o assunto. “É questão privada. Ele não me falou nada disso”, resumiu.

Antes, Bolsonaro afirmou à imprensa, no Palácio da Alvorada, que não vê “problema nenhum” em se vacinar contra a Covid-19. A declaração foi dada na manhã deste sábado.

Após passeio de moto por Brasília, o chefe do Executivo ressaltou, no entanto, que o imunizante deve ser dado para alguém que “ainda não contraiu o vírus”.

Neste sábado, o governo do Distrito Federal começou a vacinação de pessoas a partir de 66 anos – idade de Bolsonaro. “Da minha parte não tem problema nenhum buscar um posto de saúde, já que entrou aí a minha faixa etária e se vacinar”, declarou o presidente, sem entrar em detalhes de quando poderá receber a primeira dose.

Havia expectativa para que o presidente se vacinasse neste sábado, com uma dose da Covishield, desenvolvida pela universidade inglesa de Oxford, com a farmacêutica sueco-britânica AstraZeneca.

No ano passado, em diversas ocasiões, Bolsonaro afirmou que não tomaria a vacina porque já estava imunizado por ter sido infectado em julho.

Ao longo da pandemia que já matou mais quase 330 mil pessoas no Brasil, Bolsonaro pontuou, diversas vezes, que não tomaria o imunizante.

Recentemente, o presidente mudou de discurso e admitiu a possibilidade de ser vacinado. Bolsonaro afirmou, na quinta-feira (1º/4), que decidirá sobre tomar ou não a vacina contra a Covid-19 apenas depois que “o último brasileiro for vacinado”, acrescentando que a posição se trata de um “exemplo que o chefe tem que dar”.

“Depois que o último brasileiro for vacinado, se estiver sobrando uma vacina, eu vou decidir se me vacino ou não. Esse é o exemplo que chefe tem que dar, igual no quartel”, ressaltou o mandatário da República, em transmissão nas redes sociais.

A imunização é o único método que possui eficácia, cientificamente comprovada, de proteção contra o novo coronavírus. Aliado a isso, o uso de máscara reduz a transmissão do vírus.

Veja as declarações do presidente contra a vacinação:

  • 26 de novembro de 2020: “Eu digo pra vocês: eu não vou tomar. É um direito meu.”
  • 15 de dezembro de 2020: “Eu não vou tomar a vacina e ponto final. Se alguém acha que minha agenda está em risco, o problema é meu e ponto final.”
  • 17 de dezembro de 2020: “Alguns falam que eu tô dando um péssimo exemplo. Ou é imbecil (palmas) ou o idiota que tá dizendo que eu dou péssimo exemplo, eu já tive o vírus. Eu já tenho anticorpos. Pra que tomar vacina de novo? (…) Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina.”

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