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Araçatuba

Preço de luvas descartáveis dispara e entidades fazem campanha para doações

Na pandemia, itens de Equipamentos de Proteção Individual (EPI's) tiveram alta significativa de preços; Ritinha Prates relata aumento de 700% na caixa de luvas

Vanilda Maria Barboza, presidente da Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates, conta que caixa de luvas custava R$ 10,00 antes da pandemi; hoje, custa R$ 80,00 - Foto: Divulgação

A lei da oferta e da procura não perdoa. Com a grande demanda na pandemia de Covid-19 por Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) na área da saúde – seja pelo desabastecimento dos hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios e do mercado doméstico, assim como pela alta do dólar –, os fabricantes não conseguem manter o ritmo de produção e o resultado é que os preços disparam. Luvas, máscaras, tocas e aventais descartáveis, por exemplo, tiveram acréscimos significativos nos valores.

De acordo com a presidente da Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates, de Araçatuba (SP), Vanilda Maria Barboza (Vanda), a caixa de luvas que custava pouco mais de R$ 10,00 no início da pandemia, saltou para mais de R$ 80,00 atualmente. Isso obrigou a entidade a iniciar uma campanha em busca de doações de recursos para comprar o material.

“Estamos gastando cerca de R$ 40 mil todo mês para comprar EPI’s, sendo R$ 36 mil somente em luvas. Estamos fazendo de tudo para mantermos o nível de excelência no nosso serviço, mantendo a proteção dos nossos profissionais e usuários. Para isso, mais uma vez, contamos com a solidariedade da população neste momento”, comenta Vanda.

A executiva lembra que a gestão de custos hospitalares sempre foi um dos maiores desafios para os gestores, sendo preciso elencar e equilibrar custos fixos e variáveis, tanto os que estão ligados diretamente ao atendimento do usuário quanto aqueles atrelados indiretamente ao serviço. “E se a gestão do custo hospitalar já era complexa, imagine em um cenário volátil e incerto como o da pandemia da Covid-19, que exige nova dinâmica dos gestores para vencer desafios até então imprevistos”, conclui Vanda.

A Ritinha Prates

Sem fins lucrativos, a Associação de Amparo do Excepcional Ritinha Prates existe desde 1977, e trabalha na área da saúde e inclusão social, por meio do Hospital Neurológico Ritinha Prates, com a prestação de serviços especializados a pessoas com deficiências neurológicas profundas e irreversíveis. Atualmente, atende 62 usuários internos. A entidade também é a mantenedora do Centro Especializado em Reabilitação III – Ritinha Prates (CER III Ritinha Prates), que presta cerca de 500 atendimentos por mês.

Mais recentemente, em março deste ano, a entidade iniciou os trabalhos da UCP (Unidade de Internação em Cuidados Prolongados), que conta com 24 leitos destinados ao acompanhamento de usuários com quadro clínico estável, mas que necessitam permanecer sob cuidados especializados por mais tempo. O objetivo é estimular a rápida recuperação e a reabilitação do usuário. Na unidade são atendidos usuários dos 11 municípios da área central da DRS-2 (Departamento Regional de Saúde), que são: Araçatuba, Auriflama, Guzolândia, Nova Castilho, Nova Luzitânia, Bento de Abreu, Guararapes, Rubiácea, Bilac, Santo Antônio do Aracanguá e Valparaíso.

Entre os valores da associação, que atende exclusivamente por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), usuários de 40 municípios vinculados ao DRS-2 (Departamento Regional de Saúde), está o tratamento humanizado, além do respeito a conceitos éticos, morais, ambientais e filantrópicos.

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