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LEVANTAMENTO

Mais de 500 mil pessoas não receberam segunda dose da Coronavac

A Coronavac é a principal vacina contra Covid-19 aplicada no país.

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Mais de 500 mil pessoas que receberam a primeira dose da Coronavac no início da vacinação no Brasil não retornaram para receber a segunda dose do imunizante, o que pode comprometer a proteção contra o coronavírus, segundo cientistas.

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, 562,2 mil vacinados não haviam retornado para receber a segunda dose da Coronavac até a última quinta-feira (8), ou seja, mais de 45 dias após o primeiro mês de vacinação no Brasil.

Os dados revelam um abandono vacinal de 14,13% no caso da Coronavac. Abandono vacinal é o nome técnico para o percentual de vacinados que iniciam o esquema vacinal e não o finalizam por diferentes motivos.

A segunda dose da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac, teria de ser ministrada até 28 dias após a primeira. A autorização emergencial da Anvisa define a aplicação da segunda dose em um intervalo de 14 a 28 dias após a primeira etapa da imunização.

Em Roraima e no Amazonas, a quantidade de pessoas que tomaram apenas a primeira dose da Coronavac e não voltaram para receber a segunda passa de 25%. As menores taxas de abandono da vacina estão em Alagoas e no Rio Grande do Norte, ambos abaixo de 7%. Os números foram extraídos do DataSUS, sistema de informações do Ministério da Saúde.

A Coronavac é a principal vacina contra Covid-19 aplicada no país. No primeiro mês de aplicação dos imunizantes, 7 em cada 10 vacinados receberam a vacina produzida pelo Instituto Butantan.

No primeiro mês de vacinação no país —de 17 de janeiro a 17 de fevereiro—, 4 milhões de brasileiros receberam a primeira dose da Coronavac. São pessoas de grupos prioritários como povos indígenas e quilombolas, trabalhadores da saúde, idosos e outros perfis definidos no Plano Nacional de Vacinação da Covid-19, com adaptações de estados e municípios.

O outro imunizante aplicado na campanha de vacinação no Brasil, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford e o farmacêutica Astrazeneca, tem prazo de 90 dias entre a primeira e a segunda dose. As taxas de abandono dessa vacina, portanto, só podem ser calculadas a partir do final deste mês.

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