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PANDEMIA

Igreja Católica mantém suspensão de missas presenciais em SP

Mesmo a decisão do ministro Nunes Marques, do STF, arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, recomenda que as missas permaneçam on-line

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, informou neste domingo (4/4) que mantém a recomendação pela suspensão das missas presenciais no estado, mesmo após a decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), de permitir celebrações religiosas presenciais em todo o país.

Dom Odilo comentou que as medidas adotadas pela Arquidiocese de São Paulo, a terceira maior arquidiocese católica romana do mundo, independem de decisões judiciais. Ele ainda frisou que mantém a recomendação pelo distanciamento social.

“A nossa recomendação de celebrar sem a presença do povo nas igrejas não veio de uma proibição: nossa posição vem da preocupação pela situação da pandemia, que está muito grave, com muitos doentes e mortos”, explicou o cardeal neste domingo no programa Diálogos de Fé, que ele apresenta na Rádio 9 de Julho.

Em 12 de março, Dom Odilo publicou uma carta repercutindo entre os bispos, párocos e fiéis o decreto estadual que determinou a fase emergencial do Plano São Paulo, com maiores restrições para evitar a aglomeração de pessoas e, consequentemente, a disseminação da Covid-19.

No comunicado, ele orientou para que as igrejas se mantenham abertas entre 6h e 19h30, limpas e ventiladas, apenas para a visita e a oração individual, com aferição da temperatura corporal, uso de máscara, disponibilização de álcool em gel e distanciamento físico.

Ele também indicou que as celebrações das missas deveriam ocorrer sem público, mas com transmissão pelas redes sociais.

Decisão de Nunes Marques

Nunes Marques determinou, na noite desse sábado (3/4), em caráter liminar, que estados, municípios e o Distrito Federal não podem editar normas de combate à pandemia da Covid-19, que proíbam completamente celebrações religiosas presenciais, como cultos e missas.

Na tarde deste domingo, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) pediu nas redes sociais para que o presidente do Supremo, o ministro Luiz Fux, se manifeste sobre a decisão de Nunes Marques.

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