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Pandemia

Região é a quinta no Estado em número de mortes por Covid-19

Município aprece em quinto lugar no ranking, com 132,2 mortes por Covid-19

O interior paulista liderou o ranking de casos e óbitos por Covid-19 a cada 100 mil habitantes no Estado de São Paulo, segundo levantamento obtido pela Folha da Região. O estudo leva em consideração a população da região a cada 100 mil habitantes. O ranking é um acompanhamento mensal dos óbitos nas regiões paulistas, seguindo dados fornecidos pelas administrações municipais.

São José do Rio Preto aparece liderando o ranking, com 183,9 mortes a cada 100 mil habitantes. A segunda região a aparecer na lista é a Baixada Santista, no litoral paulista, com 178,2 óbitos, seguida da Grande São Paulo, com 155,5 mortes, Ribeirão Preto com 143,7 e Araçatuba que aparece em quinto lugar, com 132,2 mortes por covid-19. Em comparação com o Estado de São Paulo, que desponta com 136 mortes a cada 100 mil habitantes, Araçatuba aparece logo atrás, com 132,2 óbitos.

De acordo com a Associação de Medicina de Tráfego (Abramet), responsável pelos primeiros levantamentos de casos de Covid-19 divulgados no estado, é preocupante a situação em algumas cidades, que vivem uma contínua oscilação no total de mortes. “Não há produção de números. É usado apenas os dados públicos, cruzando as informações e gerando gráficos para análises”, adianta um dos médicos da comissão da Abramet.

Casos na região

São José do Rio Preto registrou 7.636 casos de Covid-19 de acordo com a pesquisa. A cidade teve um aumento de internações por causa da doença na última semana. Piracicaba contabiliza 5.788,6 casos por cada 100 mil habitantes. Barretos, aparece com 5.587,5 casos e Araçatuba fecha em quarto lugar com 5.587,5 casos confirmados da doença, a cidade ultrapassou a média de casos do Estado de São Paulo, que registrou 4.660,1 casos por 100 mil habitantes.

Em reposta à Folha da Região, a prefeitura de Araçatuba, informou que a explicação para o alto número de casos se deve às notificações feitas no início da pandemia, ao notificar casos com dois sintomas e até um, dependendo do vínculo epidemiológico.

“Notificamos mais e implantamos uma logística para priorizar a coleta de exames RT-PCR, padrão-ouro para os diagnósticos. No início da pandemia, em 2020, o município custeou esses exames”, diz. O coeficiente de letalidade, que se baseia no total de óbitos em relação às pessoas acometidas pela covid-19, é a métrica utilizada internacionalmente e permite a uniformização de dado o que até torna possível compará-los com outros estados brasileiros.

Ainda segundo a Prefeitura de Araçatuba, independentemente de qualquer índice, o município preza pela disponibilização de leitos em quantidade suficiente para o atendimento das pessoas com sintomas mais severos da doença. “Temos um monitoramento que acompanha os pacientes suspeitos e confirmados no período da quarentena. Gerar essas notificações de casos é importante para que as medidas de isolamento e quarentena sejam implantadas”, acrescenta a nota.

Recursos

Desde o ano passado foram aprovadas várias leis que liberavam recursos de fundos de saúde para combate à Covid-19. O objetivo era permitir que estados e municípios tivessem mais flexibilidade no uso de recursos destinados à saúde. Dentre elas, aprovada pelo Senado em 2020, estava o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus, que passou na votação para fornecer auxílio financeiro a estados e municípios.

Outro repasse milionário foi o publicado no Diário da União no ano passado, quando o Ministério da Saúde autorizou o envio d R$ 369,7 milhões para os municípios de todo o país, o destino desse valor era para rastrear os casos de Covid-19.

Na maioria dos programas, as cidades não precisaram aderir, o dinheiro caiu automaticamente, mas a condicionante era, de que se o valor não fosse utilizado, deveria ser devolvido. De acordo com a Prefeitura de Araçatuba, para a cidade o repasse do Governo Federal foi de R$16.609.141, 67 e o estadual de R$1.556.992,00.

As informações sobre o número de casos e de mortes causados pela pandemia estão disponíveis para consulta. Os dados usados pelos especialistas podem ser acessados no portal da Fundação Seade que é alimentado pelo governo paulista, que recebe as informações das prefeituras.

Segundo o desempenho adotado, os trabalhos enfocam principalmente a mortalidade, o índice de mortes sobre a doença, e não a letalidade, que seria o total de mortes sobre os casos confirmados da doença. Alguns médicos defendem de que é preciso mensurar os resultados nos óbitos.

“À medida que a falta de leitos deixar de existir, algo que preocupava no início da pandemia, mas as mortes continuarem, então é sinal que há algo errado”, explica um dos médicos da Abramet e acrescenta: “Os gráficos representam uma foto do momento, com altos e baixos, nosso foco é acompanhar a evolução ou queda dos óbitos semanais”, enfatiza.

O último levantamento de dados divulgado pela associação sobre o número de mortes por Covid-19 a cada 100 mil habitantes em São Paulo foi no final de outubro de 2020. Naquela época, quem estava em primeiro lugar na lista, era Santos com 156,47 óbitos confirmados pela doença a cada 100 mil habitantes.

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