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Araçatuba

Professora nega ter atropelado o marido da filha e apresenta versão à polícia

Caso ocorreu no bairro Traitu, em Araçatuba

Uma professora que foi acusada de ter atropelado o próprio genro após uma desavença no bairro Traitu, em Araçatuba (SP), negou o crime em depoimento na Polícia Civil.

O caso ocorreu em 19 de março. Um jovem de 20 anos, casado com a filha da professora ficou gravemente ferido após cair do carro da professora no momento em que ele tentava impedir a saída dela do local. A mulher chegou a levar a vítima sobre carro por cerca de 70 metros. O jovem caiu no chão e foi socorrido pela equipe de resgate.

A mulher foi até o local para tentar falar com a filha. Porém ela foi recebida pelo genro e uma pequena discussão teve início. O rapaz ligou para o pai e quando este estava chegando, a professora quis ir embora. No entanto, o rapaz entrou na frente do carro dela para impedir que deixasse o local.

A professora disse na polícia que não houve atropelamento.  Assistida pelo advogado criminalista Álvaro dos Santos Fernandes, a mulher professora nega que tenha atropelado o genro e observa que a verdade sobre os fatos está exposta em seu depoimento prestado à Polícia Civil.

De acordo com o que ela relatou na delegacia, o genro estava muito nervoso e tentou impedir a sua saída do local, após proferir diversas ameaças.

“Chamei pela minha filha e apareceu o (genro) no portão com uma vassoura e quebrou o cabo da mesma na calçada. Mostrando-se bastante alterado, ele me disse para não atrapalhar a vida deles”, alegou a professora em depoimento.

Em outro trecho, ela relata o que aconteceu quando tentou ir embora da frente da casa do genro, após quase ter sido agredida por ele, fato que não foi concretizado graças a intervenção de um vizinho, segundo ela.

“Abri a porta do meu carro e entrei. Foi quando o (genro) disse que o pai dele chegou, estacionando defronte ao meu veículo outro carro. O (genro) foi para frente do meu carro, passou a bater no carro e subiu no teto do meu veículo. Batia no carro dando socos no para-brisa. O pai dele saiu do carro dele agressivo e alterado. Veio do meu lado, foi quando travei a porta e ele dizia que eu não iria sair dali. Nesse momento eu estava muito assustada, liguei meu carro, estercei as rodas do meu veículo, que estava trancado pelo carro do pai do (genro) e sai devagar com o meu genro no teto do meu carro…Não sai em velocidade pois o (genro) estava no teto. Andei poucos metros e parei o carro. E o (genro) que estava sobre o teto do carro escorregou, foi para frente e caiu no chão. Desviei dele, estacionei e olhei. Foi quando o pai dele veio correndo e dizia que iria me pegar, chamando os vizinhos para me pegar também. Acabei deixando o local assustada e com medo”, disse a professora em depoimento.

O advogado Álvaro Fernandes, que acompanha a investigação, disse que a sua cliente indicou aos policiais a existência de câmeras de segurança no local e que as imagens vão comprovar a versão então apresentada. Os equipamentos já foram apreendidos pela Polícia Civil.

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