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"Ano da Pandemia"

Em um ano de pandemia, cartórios registram recorde de mortes em Araçatuba

Cartórios registraram 2.254 mortes no município, no período de março de 2020 a fevereiro de 2021, o que representa aumento de 60% nos óbitos desde 2003

Imagem Ilustrativa/Fotos Públicas

Os cartórios de Araçatuba registraram 2.254 mortes no período de março de 2020 a fevereiro de 2021, em um ano da pandemia do novo coronavírus. O número representa um crescimento de 60% nos óbitos, com 846 falecimentos a mais desde o início da série histórica “Estatísticas do Registro Civil”, em 2003, da Arpen (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo).

A crise de saúde pública instalada em razão da Covid-19, rede hospitalar à beira do colapso, aumento no número de mortes em domicílios em razão da falta de leitos ou do medo da ida aos hospitais e o crescimento dos falecimentos por doenças respiratórias e cardíacas aceleradas pelo vírus explicam o número recorde de mortes, segundo a Arpen.

Na comparação em relação ao exato ano anterior da pandemia, de março de 2019 a fevereiro de 2020, o aumento em Araçatuba foi de 20,5% no número de falecimentos no período de março de 2020 a fevereiro de 2021, considerado “o ano da pandemia”.

Mais mortal

O agravamento da pandemia no último mês fez de fevereiro de 2021 o mês mais mortal de sua própria série histórica desde 2017 em Araçatuba, com um total de 168 óbitos registrados pelos cartórios do município no período, 27 óbitos a mais do que a média para o período.

O número foi ainda 15,9% maior do que a média histórica dos meses de fevereiro desde 2003, sendo 15,8% pontos percentuais a mais em relação à média para o período. Na comparação com fevereiro de 2020, o crescimento foi de 44,8%.

O número de óbitos registrados nos meses de 2021 ainda pode vir a aumentar, assim como a variação da média anual e do período, uma vez que os prazos para registros chegam a prever um intervalo de até 15 dias entre o falecimento e o lançamento do registro no Portal da Transparência.

Além disso, alguns estados brasileiros expandiram o prazo legal para comunicação de registros em razão da situação de emergência causada pela COVID-19.

Estado

O estado de São Paulo fechou o “ano da pandemia” com um total de quase 370 mil mortos, número recorde desde o início da série histórica. O período de março de 2020 a fevereiro de 2021 totalizou 368.533 mortes, 99.071 falecimentos a mais do que a média dos mesmos períodos desde 2003.

Em termos percentuais, significa um crescimento de 36,7% de óbitos em relação à média histórica, que sempre esteve na casa de 1,5%, totalizando 35,2 pontos percentuais a mais no período. Na comparação em relação ao exato ano anterior da pandemia, março de 2019 a fevereiro de 2020, o aumento foi de 19,5% no número de falecimentos.

Transparência

Os dados das mortes no “ano da pandemia” constam no Portal da Transparência do Registro Civil (http://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País.

A base de dados é administrada pela Arpen-Brasil, que cruza os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nas informações dos próprios cartórios brasileiros.

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