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Andradina/SP

Sertanejo Luciano chora ao falar da saudade dos palcos em tempo de pandemia

Com a demanda zerada após o isolamento, Luciano vive de um emprego formal, com o qual sustenta a família com três filhos e suas necessidades especiais.

Foto: Cleber Carvalho

O sertanejo Luciano, da dupla com Marco Túlio, gravou um vídeo (veja mais abaixo) emocionado sobre a situação dos artistas locais durante esse período de pandemia. Sucesso regional, a dupla Marco Tulio e Luciano estavam acostumados a levarem multidões ao delírio aonde quer que vão, seja em bares e restaurantes ou a festas particulares e casamentos. O que parecia ser mais uma noite comum se transformar se eles estivessem tocando.

Com restaurantes e bares fechados e sem previsão de retorno de festas e eventos com música ao vivo, a nova realidade imposta para o setor esconde as histórias que emocionam. As estrelas da noite andradinense estão sem poder trabalhar desde o início da pandemia e fazem um esforço desmedido para manter a fé durante a pandemia. Com a demanda zerada após o isolamento, Luciano vive de um emprego formal, com o qual sustenta a família com três filhos e suas necessidades especiais.

Em seu relato no Facebook, Luciano mostrou estar aflito e também decepcionado com pessoas que fazem resistência ao retorno das atividades de músicos. “Ontem eram fãs e estavam em todas as apresentações que fazíamos e hoje eles não conseguem se por em nosso lugar. Queremos apenas tocar e ganhar a nossa vida com dignidade”, disse.

O músico relatou que os meses que antecederam a pandemia estavam sendo de muito trabalho, como sempre para a dupla, que fazia até 5 apresentações semanais em eventos particulares e bares da cidade. “A renda do artista é composta integralmente pela remuneração de suas apresentações, então como fazemos se tudo está parado?”.

A situação dos músicos e outros artistas da música como Djs é comparada a de quem vive de festas particulares como buffets, cerimonialistas e fotógrafos. “Fomos os primeiros a parar e seremos os últimos a voltar ao trabalho, porque precisamos que as pessoas possam se reunir para que nosso serviço seja necessário”, comentou um fotógrafo de eventos sociais.

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