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De volta à polícia

Fugitivo não suporta ficar confinado com pessoas que dividia casa e se entrega

Criminoso, que estava foragido, disse a policiais que precisava de "paz e sossego" em meio à pandemia de covid-19

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Ir para a prisão ou permanecer confinado em casa com outras pessoas durante a pandemia de covid-19?

No Reino Unido, um criminoso que se encontrava foragido decidiu se entregar à polícia para finalmente ficar “em paz e sossego”.

O episódio aconteceu na quarta-feira (17) na região de West Sussex, no sul do país, e foi divulgado por um policial.

Eram 17h (14h no horário de Brasília) na Delegacia de Polícia de Burgess Hill, município com cerca de 30 mil habitantes a 60 quilômetros de Londres, quando um homem entrou e se dirigiu aos policiais de plantão.

Ele disse que queria ser preso. Quando os agentes verificaram sua identidade (que não foi divulgada), ficaram surpresos: ele era um fugitivo da polícia. Mas ouvir seus motivos foi ainda mais surpreendente.

“Ele se entregou ao dizer que preferia voltar para a cadeia do que passar mais tempo com as pessoas com quem vivia”, relatou o inspetor Darren Taylor nas redes sociais.

Agora ele passará por outro tipo de quarentena, “voltando para a prisão para ficar mais tempo sozinho”, brincou Taylor.

Relacionamentos afetados pela pandemia

A história pode parecer radical, mas a verdade é que há muitas pessoas que foram afetadas por morar com sua família ou amigos devido às restrições que a covid-19 está causando.

Isso é demonstrado, por exemplo, por um estudo da Universidade King’s College London, no Reino Unido, que constatou que mais da metade da população (53%) afirmou ter ficado com raiva de outras pessoas próximas devido ao seu comportamento em relação à pandemia do coronavírus.

Os casais também foram afetados. No Reino Unido, mais de 20% relataram ter problemas com o parceiro devido à pandemia, de acordo com a ONG Relate.

E os pedidos de informações sobre divórcio no país cresceram até 300% durante o confinamento, segundo dados da Co-op, grande consórcio de serviços jurídicos.

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