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Política

Câmara de Birigui arquiva Comissão Processante contra Salmeirão

Votaram pelo arquivamento 12 vereadores; o único voto contrário foi do parlamentar André Fermino (PSDB); dra. Osterlaine optou pela abstenção

Ex-prefeito foi apontado por suposto crime de responsabilidade e infração político-administrativa com relação ao gerenciamento de recursos da saúde

Na primeira sessão ordinária do ano do Legislativo de Birigui, realizada na tarde desa terça-feira (2), os parlamentares votaram o relatório conclusivo da Comissão Processante (CP) que apurou denúncia contra Cristiano Salmeirão (PTB). Prefeito do município na ocasião da denúncia, protocolada e acatada pela Casa em seis de outubro do ano passado, Salmeirão foi apontado por suposto crime de responsabilidade e infração político-administrativa com relação ao gerenciamento de recursos destinados à saúde.

O pedido de investigação foi feito à Casa pelo vereador Benedito Dafé (PSD), que disponibilizou cópia de documentos e reportagens jornalísticas referentes à investigação de supostos desvios de recursos públicos, assunto alvo da etapa da Operação Raio X deflagrada em setembro de 2020 pela Polícia Civil.

Ainda em outubro, a denúncia foi acatada por unanimidade e resultou na constituição da CP, formada, por meio de sorteio, pelos então vereadores Claudio Barbosa de Souza, o Kal Barbosa (Democratas) como presidente; Carla Cristina Bianchi, a Carla Protetora (PTB), relatora; e Clovis Batista do Nascimento (PSD) como membro.

O grupo protocolou o relatório com a conclusão dos trabalhos no dia 22 de dezembro do ano passado. Por ser período de recesso parlamentar, a votação ficou automaticamente agendada para a primeira sessão ordinária de 2021, realizada hoje.

No relatório conclusivo, a comissão ressalta que o processo é referente a crime de peculato que tramita na 2ª Vara de Birigui e, portanto, ainda não há decisão condenatória contra Salmeirão. Assim, a comissão argumenta que não há que se falar em infração político-administrativa enquanto o processo tramita, julgando pelo arquivamento por falta de decisão condenatória.

Votaram pelo arquivamento doze vereadores: César Pantarotto Júnior (PSD), Everaldo Roque Santelli (PV), Cleverson José de Souza, o Tody da Unidisel (Cidadania); Fabiano Amadeu de Carvalho, o Fabiano Amadeu do Pô Birigui (Cidadania); Zé Luis Buchalla (Patriota); Marcos Antonio Santos, o Marcos da Ripada (PSL); Paulo Sérgio de Oliveira, o Paulinho do Posto (Avante); Pastor Reginaldo Fernando Pereira (PTB); Sidnei Maria Rodrigues, a Si do Combate ao Câncer (Avante); Valdemir Frederico, o Vadão da Farmácia (PTB); Wagner Dauberto Mastelaro, o Wagner Mastelaro (PT) e Wesley Ricardo Coalhato, o Cabo Wesley (PSL).

O único voto contrário ao arquivamento foi o do vereador Andre Luis Moimas Grosso, o Andre Fermino (PSDB). Já Osterlaine Henriques Alves, a Drª Osterlaine (DEM), optou pela abstenção. Dafé não têm direito a voto por ser o autor da denúncia.

 

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