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Crise

Após crise, secretária municipal de Saúde de Birigui é exonerada

A psicóloga Adriana Sangaletti Duarte ficou pouco mais de um mês no cargo

Pouco mais de um mês depois de assumir a Secretaria Municipal de Saúde de Birigui, a psicóloga Adriana Sangaletti Duarte foi exonerada do cargo, em um momento de crise e de transição na saúde do município. A portaria com exoneração foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (4) e diz que sua saída foi a pedido. O nome do novo secretário de Saúde de Birigui será definido em breve, segundo a Prefeitura.

Nos bastidores políticos, no entanto, a informação é de que o prefeito Leandro Maffeis (PSL) foi pressionado por vereadores para trocar a titular da pasta, após sua participação em audiência pública realizada no dia 27 de janeiro pela Câmara Municipal, para dar explicações sobre a crise na saúde. Na avaliação dos parlamentares, a então secretária apresentou despreparo e dificuldades para contornar os problemas.

Adriana Duarte não foi localizada pela reportagem para comentar sua saída. Conforme nota enviada pela assessoria de imprensa da Prefeitura, a decisão da saída da agora ex-secretária foi tomada em comum acordo entre o prefeito Leandro Maffeis e Adriana. A exoneração tem validade a partir de quarta-feira (3).

“A Adriana é uma profissional de muita competência. Ela trouxe toda a sua experiência, auxiliando muito a nossa administração neste início de mandato, em favor da cidade. Agradeço profundamente o trabalho que foi desempenhado até aqui”, destacou o prefeito.

Crise

Os problemas na saúde de Birigui começaram com a suspensão, pela Prefeitura, dos repasses à OSS Irmandade Santa Casa de Birigui, que atrasou o pagamento de fornecedores e dos salários dos funcionários. A Organização Social era responsável pela gestão dos serviços de urgência e emergência e responde, ainda, pelo programa Estratégia Saúde da Família (ESF).

No dia 26 de janeiro, Maffeis decidiu assumir o pronto-socorro municipal, alegando que o contrato com a OSS havia se encerrado em dezembro de 2020. Antes, o prefeito decretou estado de calamidade pública devido à possibilidade de greve dos funcionários da Organização que atuavam no PS e acabaram demitidos.

A Prefeitura, então, realizou um processo seletivo para a contratação de 144 funcionários para atuarem na saúde pública municipal. O resultado da seleção foi publicado na edição dessa quarta-feira (3), no Diário Oficial do município.

Na tarde dessa quarta, o prefeito e o presidente da OSS Irmandade Santa Casa de Birigui, Miguel Ribeiro, assinaram um acordo para o repasse de R$ 2,4 milhões à Organização Social, após a Justiça local dar um prazo de 24 horas para o pagamento. Os repasses serão feito de forma escalonada, a partir desta sexta-feira (5), com previsão de quitação até 23 de fevereiro.

 


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