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Crise dos combustíveis

Ação da Petrobras despenca mais de 15% no pré-mercado em NY

Acionistas reagem à decisão de Bolsonaro de trocar o presidente da estatal por general.

© Arquivo/Agência Brasil

As ações da Petrobras despencam no pré-mercado de Nova York nesta segunda-feira (22), com os investidores reagindo negativamente à decisão do presidente Jair Bolsonaro de trocar o comando da estatal, indicando uma abertura turbulenta também na bolsa brasileira.

Por volta das 8h00, os ADRs da Petrobras (recibos das ações da petroleira negociados na Bolsa de Nova York) caíam 15,52%, a US$ 8,50, segundo dados da Investing.com.

Na noite de sexta-feira, Bolsonaro anunciou a indicação do general Joaquim Silva e Luna, atual diretor da Itaipu Binacional, para a presidência da Petrobras, no lugar de Roberto Castello Branco.

No Brasil, a Bovespa fechou na sexta antes do anúncio da troca, mas as ações da estatal também caíram forte por conta de declarações anteriores de Bolsonaro. As ações preferenciais da Petrobras recuaram mais de 6% na Bovespa, enquanto as ordinárias caíram 7,50%. Com a queda, a companhia perdeu em um único dia R$ 28 bilhões em valor de mercado, segundo dados da Economatica.

A troca na presidência da Petrobras gerou críticas. Entre elas, do ex-secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, que considerou a decisão “lastimável”. O ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco tuitou: “Boa tarde, Venezuela”.

A expectativa é de um novo tombo nesta segunda, em meio a preocupações de investidores em relação à política de preços da Petrobras e de temores de intervenção do governo na estatal.

A XP, por exemplo, reduziu o preço-alvo revisado para as ações da Petrobras na B3, de R$ 32 para R$ 24. Na sexta-feira, fecharam no patamar de R$ 27.

“Acreditamos que as ações deverão daqui em diante negociar com um desconto mais alto em relação ao histórico e a outras petroleiras globais”, destacaram os analistas da XP, citando “riscos para a independência de gestão da Petrobras” e dúvidas sobre a manutenção da política de preços de combustíveis em linha com referências internacionais de preços.

Para que a troca na presidência da Petrobras seja concretizada, a indicação ainda precisa do aval do Conselho de Administração da Petrobras, que tem reunião prevista para esta terça-feira (23).

No sábado, Bolsonaro disse que precisa “trocar as peças que porventura não estejam funcionando”. E que, “na semana que vem, teremos mais”, sem dar mais detalhes.

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