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Flavio Bolsonaro diz que governo bancou vacina do Butantan: “Grande dia!”

Muitos internautas rebateram a afirmação do senador.

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi o primeiro membro da família presidencial a mencionar a aprovação do uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford/AstraZeneca pela Anvisa.

“Grande dia! Agora que a Anvisa aprovou o uso emergencial de duas vacinas contra a COVID-19, elas serão gratuitas e não obrigatórias a todos os brasileiros! Com responsabilidade, vamos continuar recuperando o Brasil, salvando vidas e empregos!”, escreveu, no Twitter, o filho mais velho de Jair Bolsonaro.

Logo depois o senador publicou em seu twitter que o governo federal bancou a vacina CoronaVac.

“Governo Bolsonaro bancou vacina do Butantan!”, disse o parlamentar.

Muitos usuários do Twitter rebateram a afirmação:

‘Torcida contra’

Dimas Covas, diretor do Butantan disse que este domingo é “um dia de luz”. Ele também se queixou do que chamou de “torcida contra” a vacina e defesa de “tratamentos obscuros que não tem nenhuma efetividade, em vez de defender a vacina”, em uma nova crítica a Bolsonaro.

“Hoje temos a melhor vacina, porque a melhor vacina é a que chega ao braço das pessoas. A única vacina que está sendo produzida e distribuúda no Brasil. A vacina que foi combatida pelas mais altas autoridades da República, relegada ao discurso chulo muitas vezes”, afirmou Covas.

De acordo com o diretor do Butantã, por definição do Ministério da Saúde, das 6 milhões de doses já disponíveis no Brasil, 1.357.640 ficaram em São Paulo. Após o anúncio do número, Doria interrompeu Covas para fazer uma nova queixa a Pazuello. Ele disse que, em coletiva que ocorria simultaneamente no Ministério da Saúde, o ministro teria criticado o Estado.

“Neste momento, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, concede uma entrevista coletiva em Brasília, protestando contra São Paulo, quando deveria estar agradecendo São Paulo e o Butantã. Protesta contra a vacina. É inacreditável o que está acontecendo no Brasil. Isso nos cabe pelo Plano Nacional de Imunização, não estamos fazendo nenhuma conta diferente. Estamos atendendo o entendimento do plano nacional de saúde. Lamento, ministro, que o senhor, como ministro da saúde, que deveria estar grato à Anivsa e a São Paulo de termos uma vacina, usa o tempo para protestar contra isso. É inacreditável uma situação como essa. Aqui lutamos pela vida. E Brasília luta pelo quê?”, disse Doria.

Em seu pronunciamento, Pazuello disse ter em mãos os imunizantes, mas afirmou que não iria começar a aplicação de doses neste domingo em um “ato simbólico ou um ato de marketing”, mas não chegou a mencionar diretamente Doria. Momentos depois, o governador voltou a mencionar a coletiva do ministro.

“Estou atônito com as declarações do ministro. Diz ele: ‘as vacinas foram compradas com dinheiro do SUS, do governo federal, e não com dinheiro de São Paulo’. É inacreditável como um ministro de Estado da Saúde, sem um menor zelo com a saúde, sem ser médico, sem ter o menor conhecimento da saúde, um desastre completo, ainda mente. A vacina do Butantã só está em São Paulo e no Brasil porque foi um investimento do Estado de São Paulo, ministro. Não há nenhum centavo, até agora, do governo federal, nem para estudo, nem para compara, nada”, declarou Doria.

Após a declaração, disse ainda que vai mandar nesta segunda-feira 50 mil doses da vacina para os médicos da Amazonas, porque disse já não mais confiar no ministério.

Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde, afirmou que “hoje é um momento de esperança, de escrever a história desse país”, mas também manteve o tom de crítica à gestão Bolsonaro.

“Milhares de pessoas perderam suas vidas, milhares ainda perderão suas vidas por causa desses atrasos que foram feitos pelo governo federal. Nós hoje, atrás de mais de 50 países que já estão vacinando em massa sua população, estamos começando a nossa campanha e ainda rediscutindo as doses. Que ainda são pequenas para imunizar nossa população. Isso infelizmente é algo extramemte triste”, afirmou.

Segundo ele, “houve uma discussão que saiu da esfera científica, da esfera de proteção da vida, de garantia de assistência que é um dever do Estado”. O secretário, que também é infectologista, cobrou que haja uma oferta maior de vacinas.

“Não sejamos hipócritas, não podemos calar essas histórias que morreram por culpa desse descaso. Hoje começamos a vacinar em SãoPaulo. Governo federal, precisamos de mais vacinar, de todas elas, sempre clamamos por isso. E agora não será diferente. Nosso povo não aguenta mais. Vamos fazer um ano de uma tragédia humanitária. Um ano em que as pessoas perderam seus empregos, seus sonhos. É hora de todos exigirmos uma postura mais austera, enérgica e robusta. E viva a vida. Viva a vacina.”

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