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Cientistas anunciam descoberta de “ponto fraco” do câncer

A descoberta pode até mesmo alterar a direção de estudos que hoje tentam combater o câncer

Estudo publicado por cientistas israelenses na renomada revista Nature, nesta quarta-feira (27/1), apresenta um ponto fraco das células cancerígenas que poderá, no futuro, ser usado para destruir tumores. Conduzida pela equipe do professor Uri Ben-David, da Universidade de Tel Aviv, a pesquisa deve levar à produção de novos remédios contra o câncer ou redirecionar o uso de drogas já em desenvolvimento.

Esse “calcanhar de aquiles” do câncer apontado pelo estudo é, na verdade, um velho conhecido dos cientistas: o número anormal de cromossomos. Enquanto células normais possuem 23 pares de cromossomos, as células de câncer costumam ter um número diferente. Essa característica, chamada de aneuploidia, está presente em cerca de 90% dos tumores sólidos, como os cânceres de mama e de cólon, e de 75% dos cânceres sanguíneos.

O grande feito da equipe de Ben-David, que contou com a colaboração de laboratórios dos Estados Unidos, da Alemanha, da Holanda e da Itália, foi descobrir que a aneuploidia pode ser usada para “bombardear” as células cancerígenas com remédios desenhados especificamente para reconhecê-las.

Para isso, eles realizaram o mais detalhado estudo da aneuploidia já feito, contando os números de cromossomos em quase mil culturas celulares. Depois, compararam a sensibilidade a drogas das células com um alto nível e um baixo nível de aneuploidia, concluindo que aquelas com maior número de cromossomos são especialmente suscetíveis à inibição do ponto de checagem mitótico, um ponto celular que garante a separação adequada dos cromossomos durante a divisão celular.

Com essa descoberta, os cientistas poderão, agora, desenvolver drogas que reconhecem a célula cancerígena e, uma vez ligadas a ela, inibem o ponto de checagem mitótico. Segundo os cientistas, a descoberta pode até mesmo alterar a direção de estudos que hoje tentam combater o câncer por meio da inibição da divisão celular.

“É preciso enfatizar que nosso estudo foi feito em cultura de células e não em tumores verdadeiros. Para transformarmos isso em tratamento para pacientes com câncer, muitos outros estudos serão necessários. Mas, se forem confirmados nos pacientes, nossos achados terão uma série de importantes implicações médicas”, afirma Ben-David em um comunicado à imprensa.

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