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Virou caso de polícia

Casal encontra fezes de rato em panetones vendidos em supermercado

Eles compraram 25 unidades. Em casa, viram que embalagens tinham buracos.

Consumidor retornou ao mercado e mostrou ao gerente a situação das caixas — Foto: Arquivo Pessoal/Wellington Melo

Um casal foi surpreendido com fezes de rato dentro de panetones comprados em uma rede atacadista (veja nota abaixo) em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O caso ocorreu na última sexta-feira (8) e foi registrado na Polícia Civil.

De acordo com o gerente comercial Wellington Souza de Melo, de 35 anos, ele a esposa foram ao mercado fazer compras, viram um stand com panetones em promoção e decidiram levar 25 unidades. A ideia era consumir alguns e distribuir outros pela vizinhança.

Chegando em casa, os dois filhos do casal abriram e comeram um dos panetones, que, segundo Souza, era um dos únicos que não estavam com a embalagem violada. Em seguida, ele decidiu esvaziar o porta-malas, e se deu conta de que várias caixas estavam com buracos. Ao abrir as embalagens, verificou que o plástico e o papel que envolviam os panetones estavam furados, com fezes de animais dentro.

De acordo com o gerente comercial, nem ele e nem o funcionário do caixa do supermercado perceberam a condição da embalagem no momento da compra. “Se fosse notável na hora, eu acredito que o repositor não iria colocar no palet, e o caixa não iria passar, também. Eu só vi quando fui guardar no armário”, explica.

Souza relata que retornou ao mercado, onde, com relutância, o gerente da rede atacadista o acompanhou até o carro e verificou que as caixas permaneciam lacradas, mas com violações na embalagem. Ao abrirem os produtos, eles constataram que um dos panetones continha um ninho de ratos.

O gerente se ofereceu para recolher a mercadoria, mas o cliente não permitiu, já que a utilizaria como prova para posterior denúncia.

Produtos continham fezes de rato e embalagens violadas — Foto: Arquivo Pessoal/Wellington Melo

Souza levou todo o material para a delegacia. A Polícia Civil apreendeu os produtos para averiguação e registrou um boletim de ocorrência.

O cliente ainda esclareceu que já havia doado algumas unidades antes de perceber o problema. Segundo ele, o posicionamento do gerente do mercado não foi satisfatório. “O meu filho ingeriu o alimento, e ele não se preocupou com isso”, desabafa.

Apesar do susto, a família está bem e não apresentou problemas de saúde. Ainda assim, Souza fez questão de correr atrás de seus direitos e se manifestar nas redes sociais. “A intenção com tudo isso é veicular essa denúncia, para que todo mundo possa ver. Porque é um absurdo isso, um mercado desse gabarito ter essas condições”.

Em nota, a rede Assaí Atacadista se pronunciou. Confira na íntegra:

“A rede informa que as condições relatadas não condizem com o padrão operacional da companhia, e esclarece que, ao ser procurada pelos consumidores sobre o caso, se colocou à disposição para realizar o ressarcimento integral do valor, mediante a apresentação da nota fiscal da compra. Adicionalmente, a rede ressalta que o produto apresentado é comercializado fechado, sem manipulação pela loja, e que todas as unidades foram preventivamente retiradas da área de vendas e encaminhadas para análise técnica”.

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