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Dezembro Laranja

Serviço de Oncologia da Santa Casa alerta sobre a prevenção ao câncer de pele

De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), em 2020, o câncer de pele representou 27% dos casos da doença registrados no País

O oncologista clinico Fábio Veloso Alexandrino alerta que as pessoas devem evitar a exposição excessiva ao sol das 10h às 15h

No próximo domingo (21) começa oficialmente o verão, época de temperaturas altas e sol forte. Na região de Araçatuba, durante o verão e na maior parte dos dias do ano, a intensidade dos raios ultravioleta passa de moderada a extrema em poucas horas.

“As pessoas devem evitar exposição excessiva ao sol, principalmente entre 10h e 15 h”, alerta o oncologista clinico Fábio Veloso Alexandrino, coordenador dos serviços da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia da Santa Casa de Araçatuba.

Esse cuidado, de acordo com coordenador, é a principal prevenção ao câncer do maior órgão do corpo humano, a pele. De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), em 2020, o câncer de pele representou 27% dos casos da doença registrados no País.

Para reduzir essa incidência, a Sociedade Brasileira de Dermatologia criou a campanha “Dezembro Laranja” que tem como objetivo alertar, informar e conscientizar a população sobre os riscos dos tumores cutâneos.

“Usar roupas especiais, chapéus, bonés, guardas sois, óculos de sol com proteção UV, e principalmente protetor solar” são indispensáveis, afirma o oncologista. Fábio Alexandrino explica que na faixa horária de pico da radiação ultravioleta, “o protetor solar precisa ser fator 50 ou 60, outros não protegem; é necessário replicar duas ou três vezes ao dia”.

Mais comuns

As formas mais comuns de câncer de pele são os carcinomas, que têm maior incidência, porém menor gravidade, e os melanomas que são menos frequentes, porém mais graves em decorrência do risco de metástases.

Descoberto precocemente ou na fase inicial, o carcinoma é tratado por dermatologistas. Em Araçatuba, o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) é a referência do SUS para diagnóstico e tratamento deste tipo de câncer. Os caoses encaminhados ao oncologista são somente aqueles que estão em estado avançado, grandes lesões, ou os melanomas”, explica Alexandrino.

Demanda

O câncer de pele está entre as cinco formas da doença com maior demanda por tratamento na Santa Casa de Araçatuba. Na Unacon, unidade que compreende os serviços de oncologia clínica, radioterapia e cirurgias oncológicas são tratados e acompanhados 30 pacientes/mês em média vitimados por estágios avançados de câncer não melanoma ou pela forma mais agressiva do câncer de pele: o melanoma.

“Melanomas são tumores enegrecidos, mas podem se apresentar em tons marrons ou branco. Exigem muito cuidado pois têm muitas possibilidades de metástase e taxas de mortalidade alta porque normalmente são descobertos tardiamente”, detalha Alexandrino.

De acordo com o INCA, o câncer de pele melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas. Pessoas de pele clara, sensíveis à ação dos raios solares, com histórico pessoal ou familiar deste câncer ou com doenças cutâneas prévias são as mais atingidas.

A manifestação ocorre “com o aparecimento de manchas que mudam de tamanho, cor ou se tornam irregulares nas bordas, ou lesões de pele que não cicatrizam ou com sangramentos que não cessam”, explica o oncologista.

Já o câncer de pele não melanoma, mais frequente no Brasil e com altos percentuais de cura, se for detectado e tratado precocemente é mais comum em pessoas com mais de 40 anos. É mais raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas. Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo.

Tipos

O câncer de pele não melanoma apresenta tumores de diferentes tipos. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular (o mais comum e também o menos agressivo) e o carcinoma epidermoide. Ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas, podendo destruir estas estruturas. Apresenta-se como: Manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram. Feridas que não cicatrizam em até quatro semanas.

Em ambos os tipos, o diagnóstico só pode ser confirmado por um dermatologista que fará exame físico completo e retirada do possível tumor para realização de exame histopatológico.

Para possibilitar o diagnóstico precoce, fator que possibilita a cura, é importante autoexames periódicos na pele da cabeça aos pés, para detectar lesões suspeitas.

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