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PANDEMIA

‘Não se fala mais em afastamento social’, diz Pazuello

Ministro não vê sentido no isolamento se aglomeração na eleição não trouxe alta de casos. Infecções, porém, aumentaram.

Eduardo Pazuello (Foto: Carolina Antunes/PR)

Em meio à volta de restrições em algumas partes do país para reduzir o contágio pelo novo coronavírus, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quarta-feira (2) que não se pode mais falar em afastamento social depois que a campanha para as eleições municipais foi realizada com aglomerações e não houve “aumento de contaminação” pelo coronavírus no Brasil.

Dados do consórcio de veículos de imprensa divulgados na terça (1º), entretanto, mostram que a média móvel nos últimos 7 dias foi de 38.154 novos diagnósticos por dia, a maior desde 6 de setembro — quando chegou a 39.356. Isso representa uma variação de 35% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de alta nos diagnósticos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotou uma série de medidas de precaução durante o primeiro e o segundo turno das eleições municipais, com o objetivo de garantir segurança na votação.

O uso de máscaras, tanto por eleitores quanto mesários, foi obrigatório. Houve disponibilização de álcool em gel nas seções e os eleitores foram orientados a levarem caneta própria. Também houve orientação em relação ao distanciamento nas filas e dentro das seções.

Durante a campanha, entretanto, alguns candidatos contraíram a Covid-19, entre eles o candidato do Psol à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos. Já o prefeito eleito de Goiânia (GO), Maguito Vilela (MDB), está há mais de um mês internado devido a complicações da doença.

“Se esse vírus se propaga por aglomeração, por contato pessoal, por aerosóis e nós tivemos a maior campanha democrática que podia ter no nosso país, que é a municipal, nos últimos dois meses. Se isso não trouxe nenhum tipo de incremento ou aumento em contaminação, não podemos falar mais em lockdown, nem nada”, disse Pazuello durante audiência na comissão do Congresso que acompanha medidas de enfrentamento à pandemia

“Se todo o processo eleitoral dos municípios, com todas as campanhas, aglomerações e eventos, se isso não causa nenhum tipo de aumento de contaminação no nosso país, então não se fala mais em afastamento social”, afirmou o ministro.

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