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São Paulo

MP denuncia mulher que agrediu e humilhou pessoas em padaria

Lidiane Biezok pode responder por injúria racial, lesão corporal e homofobia.

Lidiane Brandão Biezok se identificou como advogada, mas de acordo com a OAB-SP ela não tem certificado no Brasil — Foto: Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público (MP) de São Paulo denunciou nesta segunda-feira (30) à Justiça a mulher que aparece em um vídeo nas redes sociais ofendendo e agredindo funcionários e clientes de uma padaria na Zona Oeste de São Paulo, no dia 20 de novembro. Lidiane Brandão Biezok, de 45 anos, é acusada por injúria racial, lesão corporal e homofobia.

Ela chegou a ser presa em flagrante, mas teve a prisão domiciliar concedida pela Justiça por ter “problemas psiquiátricos”, segundo informou a assessoria Tribunal de Justiça (TJ).

A denúncia foi feita pela promotora Martha de Camargo Duarte Dias. Caberá à juíza Carla de Oliveira Pinto Ferrari, da 20ª Vara Criminal, no Fórum da Barra Funda, decidir se aceita ou rejeita a acusação. Se concordar com o MP, Lidiane se tornará ré no processo.

Quando foi presa pela Polícia Militar, a mulher se identificou como “advogada internacional”. Entretanto, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que ela não tem registro para advogar. . (veja nos vídeos abaixo).

Pedido de desculpas e depressão

O advogado de Lidiane, Victor Martinelli Paladino, defende que ela seja liberada da prisão domiciliar, e alega que sua cliente precisa de tratamento psiquiátrico.

“Vamos aguardar o recebimento ou não da denúncia pelo magistrado. Estudaremos a possibilidade de instauração de incidente de insanidade mental para apurar se nos momentos dos fatos Lidiane tinha ou não ciência ou capacidade dos atos dela”, falou Victor, nesta terça-feira (1º).

Segundo sua defesa, a família de Lidiane informou que ela cursou faculdade de direito na Universidade Mackenzie, na capital, em 2003, quando se tornou bacharel. Mas não fez o concurso da OAB.

No último dia 23 de novembro, quando falou com a reportagem, a mulher se identificou como advogada e pediu desculpas às vítimas pelo que fez. Também disse sofrer de bipolaridade e depressão.

“Esse problema de depressão é genético, é grave, não é uma depressãozinha, entendeu? É uma depressão para o resto da vida, é bipolaridade. É uma coisa complicada, é complexo”, disse Lidiane por telefone.

“Eu gostaria muito, muito mesmo de dar um abraço neles e falar: ‘Desculpa, cara. Desculpa, perdão'”, declarou Lidiane, que se disse arrependida e não quis ofender e agredir ninguém.

Essa não é a primeira vez que Lidiane é acusada por xingar e bater em alguém. Em 2005, ela havia sido acusada de calúnia, injúria e difamação.

E, em 2007, respondeu por lesão corporal. Também há outros boletins de ocorrência contra ela por crimes parecidos.

Os dois processos, no entanto, foram suspensos na Justiça. O motivo seria o fato de a ré ter depressão, o que a impediria também de exercer a advocacia

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