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Combate à Covid

México é 1º país latino-americano a vacinar; Chile e Argentina recebem doses

Vacina da Pfizer é usada no México e no Chile, que pretende iniciar imunização também hoje. Argentina tem a Sputnik V, da Rússia.

Foto: Edgard Garrido/Reuters

O México e o Chile começaram a vacinação contra a Covid-19 nesta quinta-feira (24). O México foi o primeiro país latino-americano a imunizar a população. Os países vão aplicar a vacina desenvolvida em conjunto pela Pfizer e BioNTech.

A primeira dose foi aplicada em Maria Irene Ramirez, de 59 anos, chefe de enfermagem da unidade de terapia intensiva do Hospital Geral Ruben Leñero, na Cidade do México.

“Estou um pouco nervosa, mas muito feliz. É o melhor presente que pude receber em 2020, me dá mais segurança e mais coragem para continuar na guerra contra um inimigo invisível. Temos medo, mas devemos continuar”, disse Maria Irene, antes de ser vacinada.

Logo depois de a vacina ser aplicada no México, o Chile também aplicou a primeira dose, na auxiliar de enfermagem Zulema Riquelme, de 46 anos.

No Chile, um carregamento com 10 mil doses da vacina dos laboratórios Pfizer/BioNTech também chegou nesta quinta-feira, de acordo com a presidência do país.

Já a Argentina recebeu vacinas contra a Covid-19. Um carregamento de 300 mil vacinas chegou nesta quinta-feira a Buenos Aires procedente da Rússia em um voo fretado pela Argentina. O lote permitirá ao país iniciar em breve uma campanha de imunização.

A vacina Sputnik V foi aprovada “em caráter de emergência” na quarta-feira pelo Ministério da Saúde, sendo a primeira autorização da vacina russa na América Latina, informou em um comunicado o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia, que participou no financiamento do desenvolvimento da vacina.

Primeiro lote vai vacinar 3 mil pessoas

O primeiro lote de vacinas terá 1,4 milhão de doses, mas por enquanto 3 mil foram despachadas da Bélgica, segundo o governo.

Nesta primeira fase, serão vacinadas 2.975 personas que trabalham em unidades de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, trabalhadores de laboratório e funcionários de limpeza.

O secretário da Fazenda, Arturo Herrera, afirmou que os contratos assinados pelo governo mexicano preveem que serão adquiridos até 200 milhões de doses que permitirão imunizar, gratuitamente, até 116 milhões de mexicanos entre 2020 e 2021.

O México, de 129 milhões de habitantes, registra 120.300 mortes e mais de 1,35 milhão de infecções pelo novo coronavírus, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira.

O país ocupa o quarto lugar com mais mortes em números absolutos no mundo, depois dos Estados Unidos, Brasil e Índia.

Pelo indicador de óbitos em relação ao tamanho da população, é o 15º.

O governo determinou que as primeiras vacinas serão destinadas ao profissionais da saúde que enfrentam a pandemia diariamente.

A vacina da Pfizer e da BioNTech precisa ser mantida a uma temperatura de – 70ºC. Por isso, os primeiros locais onde ela será aplicada serão na Cidade do México, no centro do país, e no estado de Coahuila, no norte.

O México também tem acordos preliminares de compra com o projeto sino-canadense CanSinoBio para 35 milhões de doses, e com a britânica AstraZeneca para 77,4 milhões de doses, além de fazer parte do mecanismo internacional Covax, que permite comprar 51,6 milhões de vacinas adicionais.

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