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Catador de latinha ganha transformação em barbearia

João Coelho Guimarães, de 40 anos, pediu uma lâmina para retirar a barba. Pedido inusitado levou aos colaboradores da barbearia em GO

Catador de latinha ganha transformação e banho de loja em barbearia de goiana (Divulgação)

Cabelos grandes e maltratados com a ação do tempo. Barba há um bom tempo sem fazer. Para muitos, isso pode ser sinal de desleixo, mas é a realidade de quem passa o dia buscando conseguir pelo menos o que comer. Vaidade não é prioridade. Nem é pela vontade, mas porque a necessidade se torna outra.

Porém, simples gestos conseguem mudar isso. E foi o que uma barbearia goiana fez com João Coelho Guimarães, de 40 anos. Os colaboradores da Padoo Barbearia reparavam que o humilde catador de latinhas passava diariamente na porta do estabelecimento, que fica na Avenida 85, no Setor Marista, em Goiânia.

Com isso, no último sábado (12), eles resolveram perguntar se ele estava com fome e queria uma refeição, mas o pedido surpreendeu a todos. João pediu uma lâmina para poder fazer a barba.

Alessandro Lobo, proprietário do estabelecimento, decidiu fazer uma ação solidária e deu um banho de loja em João Coelho. Ele conta que, por mais que João parecesse tímido, deu para perceber que ele gostou do resultado após duas horas de transformação.

Após toda a transformação, João parecia outra pessoa. Parecia não. Ele era outra pessoa. O proprietário acredita que essa ação fez ele perceber o quanto as pessoas necessitam de um olhar humano uma com as outras. “Essa ação foi muito positiva para todos nós. O olhar de felicidade dele não tem preço. Muitas pessoas estão passando por problemas muito piores que os nossos e que nós não fazemos ideia. A pandemia fez muitas pessoas a saírem de suas zonas de conforto”, destaca.

A mudança no visual de João é um forma de buscar a estabilidade em quatro saúdes necessárias para um ser humano, conforme aponta Alessandra. “Nós prezamos a saúde física, mental, espiritual e financeira. Pode não parecer nada, mas uma mudança de visual pode significar uma transformação gigantesca para a pessoa. O caso do João, por exemplo. A gente não via que ele era um cara tão bonito daquela forma do jeito que ele estava”, pontua.

Pessoa de poucas palavras

Alessandro descreve João como uma pessoa de poucas palavras. Ao proprietário, ele contou que é natural de Niquelândia e que, antes de se tornar catador de latinha, trabalhava como siderúrgico. Mas não contou a causa da perda do emprego. João está em situação de rua há três anos.

Com isso, Alessandro teve dificuldades de promover mais ajuda para João. Segundo ele, muitas pessoas já mandaram mensagens para ajudá-lo. Porém, ele reluta em aceitar. O dono da barbearia acredita que, aos poucos, ele vai “quebrando essa barreira”.

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