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AMÉRICA LATINA

Argentina inicia vacinação contra a covid-19

País é o quarto da América Latina a começar imunização, dias depois de Chile, México e Costa Rica

Foto: Divulgação/Ministerio de Salud de la Nación

Em meio a expectativas e incertezas, a Argentina inicia nesta terça-feira, 29, a vacinação com a Sputnik V, a vacina russa contra o novo coronavírus. No primeiro momento, apenas funcionários da saúde receberão as primeiras 300 mil doses que chegaram ao país.

Com isso, a Argentina é o quarto da América Latina a iniciar a imunização, dias depois de Chile, México e Costa Rica – enquanto isso, o Brasil segue sem data prevista para começar.

Conforme havia anunciado o presidente Alberto Fernández, a vacinação teve início às 9h. A campanha foi articulada para que haja vacinação em vários pontos do país. A província de Buenos Aires ficou com 123 mil doses (41%), seguida por Córdoba (21.900), Tucumán (11.500) e Mendoza (11 mil). Outras regiões receberam menos doses de acordo com a proporção de suas populações e de profissionais de saúde.

“A ideia é começar a vacinação com os que têm mais exposição ao risco. É uma verdadeira epopeia fazer a maior campanha de vacinação da Argentina com igualdade de acesso”, disse o ministro da Saúde, Ginés González García, ao iniciar o processo no Hospital Nacional Alejandro Posadas, em Buenos Aires. O ministro disse que a população ainda precisa se cuidar porque leva tempo para a vacina ter efeito a nível comunitário.

“É (um dia) emblemático porque podemos começar a vacinar as pessoas e dar imunidade àqueles que correm mais risco, que são as pessoas da saúde”, disse Alberto Fernández.

O governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, foi um dos primeiros políticos a se vacinar. “Hoje é o começo do fim da pandemia na Argentina”, escreveu ele no Twitter, junto com uma foto sua recebendo uma dose do imunizante russo. A Sputnik V prevê uma segunda dose aplicada 21 dias depois da primeira.

Nesta primeira fase, a vacinação será destinada aos trabalhadores da saúde nos grandes centros urbanos, onde a pandemia teve um impacto maior e onde o risco de uma segunda onda de infecções é mais elevado. Também serão vacinados profissionais da saúde em unidades de terapia intensiva (UTI) e funcionários de laboratórios de diagnósticos.

O plano de vacinação estima um total de 54,4 milhões de doses, considerando um esquema de duas doses e calculando uma taxa de perdas estimada em 15%, que atingiria entre 23 e 24 milhões de pessoas de uma população de 45 milhões. O acordo assinado com os russos prevê o fornecimento de 25 milhões de doses.

O contrato de aquisição da Sputnik V é o terceiro assinado pela Argentina: o primeiro foi com a AstraZeneca e a Universidade de Oxford – vacina que será aplicada a partir de março, e o segundo com a aliança internacional Covax, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O jornal Clarín escreveu que há dúvidas entre médicos, cientistas e enfermeiros sobre a vacina russa. “Em grande medida porque ainda não foram publicados detalhes da vacina em uma revista científica, o que está previsto para início de janeiro. Referências de diferentes associações e grupos de saúde concordam que falta informação mas afirmam que, apesar disso, vão tomar a vacina”.

A Argentina teve 1.590.513 contaminações por covid-19 e registrou 24.868 mortes.

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