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Imunização

Vacina de Oxford: principal insumo para a produção, vem da China

Coronavirus covid-19 experimental vaccine in a laboratory, conceptual image

O principal insumo para a produção da vacina da empresa Astrazeneca, produzida no Brasil em parceri a com a Universidade de Oxford e a Fundação Oswaldo Cruz (Fioruz), é fabricado na China.

15 milhões de doses do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) virão da China para o Brasil em dezembro, para a fabricação das primeiras doses da vacina desenvolvida por Oxford no Instituto Bio-Manguinhos, ligado à Fiocruz.

A informação foi confirmada pelo infectologista e pesquisador da Fiocruz, Júlio Croda, durante entrevista à GloboNews.

“Ela tem componente chinês como qualquer produto, né? As máscaras que a gente usa, respiradores que foram importados, a maioria dos produtos médicos hoje são da China. Então é normal que a maioria das vacinas possua algum componente chinês. A gente não pode ser xenofóbico de discriminar um produto pela sua origem. A gente tem que avaliar os estudos e a Anvisa avaliar realmente esses resultados independente da origem do país e identificar se são resultados que comprovem a segurança é a eficácia da vacina”.

O IFA é o princípio ativo da vacina – a vacina concentrada. O fármaco de Oxford está na fase três, com testes em voluntários. A Astrazeneca já recebeu quase R$ 2 bilhões em investimentos do governo federal.

A vacina Coronavac, produzida pela farmacêutica Sinovac, está na mesma fase do imunizante produzido pela Astrazeneca.

O Butantan produzirá as vacinas nacionalmente, com insumos importados da China, depois da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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