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PANDEMIA

Ministério da Saúde atribui aumento de casos de covid-19 a eleições municipais

Segundo o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, "com o advento das eleições municipais, comícios e outros eventos, tem havido uma negligência"

Um dia após o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, admitir o aumento dos casos do novo coronavírus e o caracterizar como “repique”, o Ministério da Saúde atribuiu o aumento nas curvas epidemiológicas a um “afrouxamento” e “negligência” das medidas de proteção, como uso das máscaras e manutenção da distância segura entre as pessoas.

A afirmação foi feita pelo secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, durante a entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (27/11) sobre a situação da covid-19 no país. “Quando o ministro falou de repique é que nós identificamos, e a própria mídia mostrou isso, um afrouxamento, uma negligência das medidas de proteção, como a manutenção de uma distância de segurança, evitar aglomerações, o uso da máscara, higienização de mãos, todos aqueles cuidados que nós vínhamos tomando”, indicou.

Segundo ele, “com o advento das eleições municipais, comícios e outros eventos, tem havido uma negligência”. No entanto, Franco destacou que esse mesmo aumento não foi observado na taxa de letalidade. O Ministério da Saúde atribui essa queda da letalidade ao tratamento precoce incentivado pelo órgão desde 20 de maio.

Sem isolamento
Questionado se existem novas medidas e orientações para diminuir a circulação de pessoas durante o mês para evitar que a o aumento da transmissão da doença, o ministério enfatizou que a população deve tomar um cuidado especial com aqueles do grupo de risco, como idosos e pessoas que possuem comorbidades.

“Mas com relação à população em geral, nós temos que adotar as medidas de segurança, uma distância de segurança, evitar aglomerações, o uso de máscaras. Todos esses cuidados são as recomendações que fazemos para evitar uma disseminação da doença e tomando esses cuidados vamos conseguir conter esse acréscimo na variação epidemiológica”, indicou Franco.

O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto, ressaltou a importância da diferenciação de alguns termos. “O que se preza é essa distância segura, de 1 ou 2 metros preferencialmente, que são distâncias que mostram evidências que causam uma maior proteção contra a transmissão do vírus. Distância segura não quer dizer isolamento social, não quer dizer lockdown, não quer dizer isolamento horizontal”, explicou.

O secretário-executivo reforçou que o Ministério da Saúde não recomenda o isolamento social. “Não há eficácia em relação a qualquer medida de isolamento e ela se presta para que possamos adequar a rede de atenção à saúde e isso já foi feito em todo o país. Nós ampliamos em muito nossa capacidade, ampliamos horário de atendimento da atenção primária, continuamos habilitando leitos”, completou.

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